Apesar de ameaçada de extinção, mata é rica
Curitiba - A Mata Atlântica já ocupou 16% da superfície do País em 17 estados. Atualmente, só 7% de sua área original persiste, concentrada principalmente no Paraná e em São Paulo. Apesar de minúscula e ameaçada de extinção, a floresta atlântica é um dos ecossistemas mais importantes, em função da variedade de espécies de sua fauna e flora. Só na Reserva do Morato, foi identificada a ocorrência de 45% das espécies de aves, 48% das espécies de mamíferos e 20% das espécies de répteis existentes no Paraná, além de anfíbios e peixes. Também foram detectadas 650 espécies de plantas, além de grande variedade de bromélias, orquídeas, epífitas e arbustos.
O Parque de Superagui abriga espécies ameaçadas de extinção, entre eles o mico-leão-da-cara-preta e o papagaio-de-cara-roxa, endêmicos da região. A Ilha do Pinheiro, a cerca de 20 minutos de voadeira de Guaraqueçaba, é o local onde os papagaios, também chamados de chauá, vão dormir. Por isso, no final da tarde, os turistas podem ver, sem sair dos barcos, os papagaios chegando aos pares (eles são monógamos) de todos os lados. Atualmente, existem apenas 4,5 mil papagaios-de-cara-roxa que vivem na área de floresta atlântica em 30 quilômetros de extensão, que vai do Sul de São Paulo até o extremo Norte de Santa Catarina. A maior parte vive no Paraná.
O parque também tem espécies migratórias como o maçarico. Outros animais vivem no local: jacaré-de-papo-amarelo, macacos sauá, mono-carvoeiros, pacas, cutias, porco-do-mato, veados e cobras peçonhentas, como a jararaca e a coral. A avifauna é muito rica com espécies de biguá, fragata, garça-branca-grande, tiê-sangue, tucano, sabiá, além de espécies marinhas. A vegetação também conta com inúmeras espécies, dentre elas ipês, jacarandás, figueiras, caxetas, orquídeas, guanandis, guapés, palmeiras e jerivá. (M.G.)





