Se Curitiba fosse traduzida em apenas um objeto, qual seria ele? Caso algum turista pedisse a sua opinião sobre qual suvenir comprar para presentear alguém, desde que o presente lembrasse a cidade, o que poderia ser? Talvez uma réplica em miniatura da estufa do Jardim Botânico ou dos biarticulados e ligeirinhos. Ou então um cartão postal da Rua XV de novembro e ainda um chaveiro em formato de pinhão seriam bons presentes.
  Não faltam opções para os turistas ‘‘levarem’’ um pouco da cidade. Viviane Cervantes trabalha com isso. Ela toma conta, ao lado do irmão, de uma loja de suvenires que existe desde 1982 na Rodoferroviária. O lugar possui diversas opções de presentes para turistas. Segundo ela, os cartões postais ainda reinam como os preferidos. ‘‘Vendo, em média, 50 cartões por dia. O mais procurado é o que tem a imagem do Jardim Botânico’’, conta.
  A loja possui diversas opções de lembranças de metal, como réplicas de araucárias e da gralha azul, cuias de chimarrão em madeira e canecos de porcelana com estampas de pontos turísticos de Curitiba. ‘‘Tem gente que pergunta o motivo de ter cuia de chimarrão para vender, já que aqui não é o Rio Grande do Sul. Explico que também consumimos a erva-mate’’, revela.
  No Mercado Municipal uma tenda especializada em compotas de pimenta atrai grande número de turistas. Foi isso que chamou a atenção dos canadenses Peggy e Ted Reimchen. Eles estão no Brasil desde janeiro e voltam ainda este mês para a terra natal. Antes, completaram a bagagem com alguns vidros de pimenta de João Ventura, um ilustre personagem que trabalha no Mercado Municipal. ‘‘Também vamos levar cristais, pedras brasileiras, bordados, jóias de prata e pulseiras de sementes’’, diz Peggy, com um limitado
português.
  Ventura conta que as pimentas da barraca já foram para diversos lugares da Europa e também para os Estados Unidos. ‘‘A nossa banca é típica e nosso produto não existe em nenhum outro lugar. Somos especializados em pimenta. Turistas de todo o Brasil compram aqui’’, explica.
  A professora Sônia Rocha visitou a tradicional loja Lembranças do Paraná, localizada no final do Calçadão da Rua XV de Novembro, antes de voltar para o Mato Grosso. Comprou 11 presentes para levar para vizinhas, familiares e amigas. ‘‘Elas sempre esperam que eu leve alguma coisinha. Assim como também recebo presentinhos quando elas viajam’’, conta a turista. Sônia escolheu presentes mais baratos, como ímãs de geladeira e pequenos objetos de metal com imagens de gralha azul e araucária. Mesmo assim gastou R$ 118. ‘‘Também comprei coisas pra mim’’, justifica.
  A loja Lembranças do Paraná existe há 62 anos. A história do estabelecimento começou com uma fábrica de suvenires. Eram mais de 700 opções de objetos construídos. Após o fechamento da fábrica, a família ficou apenas com a loja, que hoje é comandada por Rubens Bonatto, filho do fundador. Segundo ele, cada turista tem uma preferência. ‘‘Os europeus escolhem as bandejas com asas de borboleta. Já os japoneses preferem os tucanos em madeira. Os brasileiros pedem objetos que lembram Curitiba’’, revela Bonatto. Em julho e no final do ano a loja tem mais movimento. Em geral, os objetos mais procurados são ímãs de geladeira e canecas de porcelana com a imagem do Jardim Botânico.
  São sete mil ítens disponíveis na loja de Bonatto, mas em breve o número de opções pode diminuir. Segundo o proprietário, não existem mais artesãos especializados em determinados tipos de suvenires. Um exemplo são as caixas em marchetaria (recortes de madeira embutidas em peças de marcenaria, formando desenhos variados). Bonatto acredita que, em breve, estas lembranças deixarão de existir. ‘‘Não tem mais artesão que faça isso. Hoje tem apenas um que faz os quadros de madeira com araucárias esculpidas’’, lamenta.

De camiseta a prato de porcelana

Qual lembrança de Curitiba você compraria para presentear alguém?
Veja o que alguns moradores da cidade responderam:
Camiseta com a estampa de pontos turísticos como o Jardim Botânico e o Parque Tanguá;
Cartão postal do bondinho da rua XV de Novembro ou da Ópera de Arame;
Prato de porcelana com a imagem do Jardim Botânico;
Réplica em miniatura do Parque Barigüi ou de uma araucária;
Desenho personalizado do Museu Oscar Niemeyer, do Palácio Garibaldi ou da Catedral. (D.C.)

Leve Curitiba

  As lojas ‘‘Leve Curitiba’’, do Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), possuem diversas opções de suvenires para os turistas. Os mais procurados são cartões postais, camisetas, ímas de geladeira e chaveiros. Os preços variam de R$ 2 a R$ 80. Existem quatro lojas na cidade: no Aeroporto Internacional Afonso Pena, no Parque Tanguá, na Ópera de Arame e no Jardim Botânico. As lojas possuem produtos característicos que valorizam o artesanato local e garantem recursos para obras sociais. (D.C.)

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