Apelo cultural influencia negócios
Morar no centro também tem um apelo cultural forte para uma geração de londrinenses que nasceu e cresceu na região. É difícil mudar esse paradigma. Alguns até tentaram viver em outro lugar, mas querem voltar para a área central, avalia Rodney Montosa, diretor da Montosa Construtora.
Ele transporta a discussão para o terreno da qualidade de vida. Algo subjetivo e que também influencia negócios. Para alguns, a qualidade de vida é relativa e pode significar comprar pão e jornal na padaria da esquina para o café da manhã, acrescenta o diretor da construtora.
Montosa acredita que o centro ainda tem espaço para crescer verticalmente, o que já está acontecendo timidamente em ruas, como a Pernambuco.
Hoje, com esse trânsito, o fato de morar na área central pode significar estar livre de perder tempo no percurso de casa ao trabalho. Acredito que ainda deve crescer na continuação da Avenida Higienópolis, seguindo pela Rua Quintino Bocaiuva, projeta Montosa.
Outras construtoras, como a Rossi, que tem empreendimentos na Gleba Palhano, observa esse crescimento de investimentos na área central com interesse. A construtora considera a região carente de lançamentos imobiliários, por isso, torna-se uma nova alternativa de investimentos.
O Paranaguá Soho, da Vectra, entregue em 2010, é um exemplo de empreendimento para esse público, que não abre mão de morar no centro, mas os olhos das construtoras se estendem pelo horizonte em busca de novas oportunidades.
Com a lei de ocupação do solo, serão liberadas novas áreas para a verticalização, como o bairro Shangri-lá, o que revitalizará a região, avalia o diretor de incorporação da A.Yoshii, Sílvio Muraguchi. (F.L.)





