No começo de 2005, Mara foi convidada a assumir a Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo. Desde então, ela tem como objetivo facilitar a acessibilidade do deficiente na capital paulista. Alguns de seus projetos ainda estão no papel, mas outros já funcionam.
É o caso do Currículo Online, um cadastro eletrônico pelo qual as pessoas com deficiência podem cadastrar os seus currículos no site da prefeitura sem precisar sair de casa. As informações são disponibilizadas para empresas. Segundo a sua assessoria, até 14 de julho, 532 pessoas foram empregadas, de 703 cadastradas.
Outro projeto que já começa a circular pela cidade são os ônibus de piso baixo. Com uma nova tecnologia, o transporte tem a parte central toda baixa, o que facilita o acesso do cadeirante por uma pequena rampa, ao contrário do antigo elevador. O ônibus também tem dois boxes para cadeira de rodas e espaço reservado para o cão-guia do cego. Mais dados no site http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/deficiencia_mobilidade_reduzida.
Segundo Mara, a única forma de conseguir fazer com que uma pessoa paralisada realize movimentos fundamentais é por meio da tecnologia. ''A falta de movimentação traz vários problemas, como pneumonia, feridas, trombose ou pedra no rim'', explica. Mara aplica esse conceito durante as sessões de fisioterapia com o Parastep, um estimulador de seis canais bem pequeno.
Eletrodos são colocados atrás das suas pernas, e o Parastep é programado para trabalhar os músculos inferiores. O paciente é colocado em pé, apoiando-se em um andador. Daí alguém segura Mara por trás. ''Eu consigo dar uns passinhos, e é maravilhoso'', diz. Outro aparelho usado é uma bicicleta. Com eletrodos colados em suas pernas, novamente choquinhos elétricos fazem ela pedalar bem devagarzinho.(A.E.)

mockup