Aos 56 anos, artista está de volta à sala de aula
Pelas salas da escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) já passaram grandes nomes da arte paranaense, como Guido Viaro e Juarez Machado (que apesar de catarinense estudou em Curitiba). Esses dois trataram de se enquadrar nas chamadas artes tradicionais, como a pintura e a escultura.
Agora chegou a vez de outro representante da capacidade artística paranaense sentar nas carteiras da Embap: Hélio Leites, que guarda apenas uma semelhança dos mestres acima, a genialidade. Ele não dialoga com as formas tradicionais de arte, seu material de trabalho são botões, caixas de fósforo, lascas de madeira, roupas velhas e outros itens que a maioria das pessoas considera insignificantes, mas que ganham vida nas mãos do artista.
A volta às aulas depois de tanto tempo - ele está com 56 anos - tem explicação: ''Toda vida que eu olhava para trás tinha um buraco no meu currículo'', conta. Segundo ele, ''tem gente que acha que artista que não faz curso é picatreta''.
Sua presença anárquica já é sentida pela instituição. Desde que chegou, no início do ano, Hélio passou a produzir um informativo, O MallaZartes, divulgando suas opiniões sobre a instituição, que segundo ele anda mal cuidada. (A.A.)





