Ao invés de esmola, futuro
Muitas vezes, quando avistamos crianças em situações de abandono - pedindo dinheiro, comida, expostas ao frio e à violência - nos sensibilizamos e damos esmolas, imaginando que esse gesto irá ajudar a diminuir o sofrimento desses jovens.
No entanto, é justamente essa prática que permite que crianças e adolescentes continuem nas ruas, ao invés de recorrerem aos programas oferecidos pelo poder público e por organizações não governamentais (ONGs), que têm por objetivo a volta à escola e o resgate dos vínculos familiares.
Em face dessa realidade, a prefeitura de Curitiba, através da FAS, criou em 2005 o programa ''Criança Quer Futuro, Não Quer Esmola'', onde é possível destinar uma parcela do Imposto de Renda ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, que mantém diversos programas sociais voltados à educação e a profissionalização dos jovens.
Pessoas jurídicas (empresas) podem doar até 1% do Imposto de Renda devido, pessoas físicas podem destinar até 6%. Com isso, esse dinheiro fica em Curitiba e ajuda meninos e meninas em situação de risco.
Para doar basta acessar o site da Prefeitura (www.curitiba.pr.gov.br) e clicar no ícone do programa. Lá, o doador encontrará uma ficha que deve ser impressa, obedecendo as intruções quanto à configuração, e pagar em qualquer banco. (A.A.)





