Turismo histórico, com pitadas de eventos culturais, e com clima de praia. Essa é a mistura que o turista que vai para Antonina, a segunda cidade no caminho do Litoral paranaense, encontra. O charme da cidade, fundada em 1714, são seus casarios históricos, até hoje preservados. A baía que envolve a cidade, também reserva belezas e bons passeios. Além dos atrativos arquitetônicos, culturais, gastronômicos e ecológicos da cidade, o turista também pode conhecer bem de perto o Porto de Antonina e a Usina Hidrelétrica Governador Viriato Parigot de Souza, a maior subterrânea do Sul do Brasil.
A arquitetura ainda preservada de Antonina tem origem na cultura luso-brasileira. Assim como em todas as cidades históricas do País, as igrejas têm influência importante na origem e história da cidade. Com apenas 20 mil habitantes, Antonina possui três igrejas históricas: a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, de São Benedito e de Bom Jesus do Saivá. A Matriz fica no ponto mais alto da cidade e foi construída no mesmo ano de fundação de Antonina. O estilo arquitetônico ainda é mantido até hoje.
A Igreja de São Benedito, tombada pelo patrimônio histórico, também possui construção secular. A obra possuía características seculares, que foram alteradas na última restauração. Conta a história que era lá o refúgio religioso dos escravos que viam o santo como milagroso e protetor contra seus proprietários. Já a Igreja de Bom Jesus foi construída a mando da mulher do Capitão-Mor da cidade em 1789 para cumprir uma promessa caso obtivesse a cura de uma doença grave. A obra levou pelo menos 50 anos para ser concluída.
Dando uma volta pelo centro histórico da cidade percebe-se que Antonina ainda preserva muitas de suas construções. Os casarões, coloridos e conservados, ainda são habitados e alguns abrigam restaurantes e bares. Entre as principais obras estão a sede da prefeitura, a Estação Ferroviária e o Teatro Municipal. No interior da sede municipal é possível apreciar pinturas a óleo nas paredes. Já o Teatro, que faz 100 anos em 2006 e ainda está em pleno funcionamento, foi construído na época áurea da economia de Antonina, por causa da erva-mate, e por isso é muito rico em adornos.
A Estação Ferroviária também é fruto dos tempos mais abonados da cidade. Na época Antonina tinha o quarto maior porto do Brasil. Por isso a importância do terminal ferroviário da Linha Morretes-Antonina, como foi originalmente batizada a pequena estação de madeira. Depois de ser destruída por um incêndio, a estação foi reconstruída em 1916. Hoje, totalmente restaurado, o prédio abriga exposições e também a Secretaria Municipal de Turismo. O local, logo na entrada da cidade, é o melhor para se obter informações turísticas.
Apesar de Antonina ser uma cidade que tem muita história para contar e natureza para apreciar, o secretário Eduardo Nascimento explica que a exploração do turismo é recente. Segundo Nascimento, a cidade possui cerca de 12 hotéis e pousadas, que totalizam 600 leitos, e cerca de 45 restaurantes. ‘‘As coisas aqui ainda são muito baratas’’, afirma.

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