Antigo prédio pode ser demolido
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Marcos Zanatta 
A velha rodoviária de Maringá, improvisada como terminal de transporte metropolitano, é vista pela polícia como o maior problema de segurança pública do município. O prédio, construído em 1968 e desativado no final de 1997 com a inauguração da nova rodoviária, foi um marco na arquitetura local. São cerca de 50 lojas e bares que atraem prostitutas e desocupados. Não se trata de ocorrências graves, mas de intensidade de pequenos delitos difíceis de serem combatidos, explica o delegado-operacional da 9ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós.
A Praça Raposo Tavares, em frente à rodoviária, é o ponto de encontro de traficantes, viciados, golpistas e prostitutas, que dividem o espaço com aposentados e pastores evangélicos que pregam no pequeno palco. Aqui tem espaço para todo mundo, mas é preciso ter cuidado com quem a gente conversa, avisa um aposentado que se identificou apenas como Luis e garantiu frequentar a praça duas a três vezes por semana.
Para melhorar a segurança do local, Jacovós informa que faz batidas praticamente toda semana. O que atrai os marginais e prostitutas para lá são os bares da antiga rodoviária e os hotéis de alta rotatividade, explica. Nos bares a polícia faz um trabalho constante, sempre em busca de marginais e viciados. Nos últimos meses foram fechados quatro hotéis irregulares e todos passam por fiscalização permanente. Se não estiver dentro das nossas normas é fechado, garante o delegado.
Jacovós acha, no entanto, que o problema será solucionado somente quando o prédio da antiga rodoviária for demolido. O presidente da Urbamar, Norberto de Miranda Silva, tem a mesma opinião. Segundo ele, em uma pesquisa realizada pela internet na página da prefeitura, mais de 60% das pessoas que opinaram concordam com a demolição. O problema é que a prefeitura teria que gastar muito com desapropriações de lojas que funcionam no velho prédio.


