O presidente da Cotrefal, Irineo da Costa Rodrigues, afirma que a globalização e a disponibilidade de novas tecnologias forçam o desaparecimento do ‘‘colono tradicional’’, que deve assumir a condição de empresário rural, ‘‘independente do tamanho de sua propriedade’’. Profissionalização e especialização são ‘‘condições indispensáveis’’ para que ele consiga ‘‘concorrer e ganhar no mercado’’, observa Irineo. O presidente relata que a cooperativa também se insere neste contexto, buscando a modernização e deixando de ser mera movimentadora de cereais para ser ‘‘produtora de alimentos’’.
Para Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, o produtor deve ter ‘‘determinação’’ para adotar novas tecnologias que melhorem a produção e a produtividade, porque ‘‘não há outra opção’’ que baixar os custos de produção e ao mesmo tempo aumentá-la e obter qualidade. ‘‘Quem demorar para fazer isso, terá o espaço perdido’’, comenta. Segundo ele, as cooperativas devem ser ‘‘as empresas líderes’’ em processos internos de modernização e responsáveis pela transferência de tecnologias. Dilvo Grolli acrescenta que se a cooperativa não for ágil nesse processo ‘‘enfrentará problemas e os transferir aos seus próprios associados’’.
Valter Pitol, presidente da Copacol, afirma que a competição cada vez mais agressiva, decorrente da globalização, faz com que ‘‘apenas os mais eficientes sobrevivam’’, e para isso precisam produzir mais a custo menor, em todos os setores. O processo afeta todas as cadeias produtivas da agropecuária, ‘‘envolvendo os produtores e suas entidades’’. No caso da Copacol, há três anos vem sendo desenvolvido o Programa de Profissionalização do Produtor Rural, orientando os associados para que conduzam sua propriedade de forma racional e total conhecimento da atividade que executa.
Darci Otto, gerente da Copagril, observa que os produtores devem ‘‘estar conscientes’’ da necessidade do uso de tecnologias avançadas e acompanhar as mudanças. Em seus empreendimentos, devem avaliar despesas e receitas e a capacidade de investimento. Além disto, precisam ‘‘trabalhar unidos com suas entidades’’, e, estas, devem avaliar o ‘‘retorno real’’ em empreendimentos a que se lançarem. Para Afonso Levinski, da Coagro, o ‘‘produtor do futuro’’ e suas empresas devem buscar a competitividade ‘‘por todos os meios’’, otimizando os meios de produção e ‘‘pensando sempre em economia de escala’’. (P.P.)

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