Ano novo
ANO NOVO
Artistas do palco, dos sons e das passarelas revelam aqui o que esperam do novo ano
Albari RosaAcabo de fechar um contrato com a loja Decameron, para produzir uma linha exclusiva em 98, antecipa o estilista curitibano Roberto AradREGINA VOGUE
É difícil falar no teatro infantil parananense sem citar o seu nome. Dos 36 anos de carreira, os últimos 12 foram dedicados às crianças, o que significam 15 montagens e um número expressivo de premiações.
Em 98, Regina irá inaugurar o seu próprio espaço cultural. Um lugar especial, para ensaiar, fazer oficinas, guardar material e figurino, conta. Outra novidade será o lançamento do jornal do ator, uma publicação mensal, com distribuição gratuita, dirigida ao seu público infantil.
Para os palcos, ela levará ainda no primeiro semestre dois espetáculos de outros produtores: Quase e Seroc, Um Mundo de Cara Nova. Na segunda metade do ano, Regina apresentará um espetáculo seu, Maria Pipoca, com texto de Fátima Ortiz. A novidade é que neste eu também estarei atuando como atriz, adianta ela.
DivulgaçãoA produtora de teatro infantil, Regina Vogue, irá inaugurar um novo espaço cultural, além de lançar um jornal mensal e gratuito
GUILHERME PAWDPHITA
O vocalista da banda curitibana Boi Mamão, formada há cinco anos, faz parte do reduzido time que acha que 97 foi um ano perfeito. Otimista e cheio de planos, Guilherme aposta que 98 será ainda melhor.
Estamos lançando nosso segundo CD, pela Paradox, comemora. Estamos entrando em 98 tocando e fazendo acontecer. Ele acredita que as bandas da cidade estejam alcançando um nível mais amadurecido, mas reclama da falta de bairrismo do público, que muitas vezes ainda prefere o trabalho vindo de outros Estados.
Por isso quase desanimamos no começo, na época do lançamento independente do nosso primeiro CD, lembra ele. Fizemos a divulgação e a distribuição sozinhos. A situação mudou em 97, quando a banda conquistou definitivamente o seu público e as coisas começaram a andar mais rápido.
Albari Rosa97 não foi um ano fácil, mas o importante é que as pessoas estão realizando seus trabalhos, afirma a cineasta Berenice Mendes
ROBERTO ARAD
Um dos mais destacados estilistas curitibanos tem grandes planos para 98. Acabo de fechar um contrato com a loja Decameron, para produzir uma linha exclusiva em jeans, antecipa. Serão jaquetas, camisas, calças e acessórios da marca Orson Welles, assinada por mim, conta Arad.
Além disto, o estilista está analisando as propostas que recebeu no final de 97, para ministrar cursos de moda nos cursos do Senac e da Universidade Tuiuti. Outra realização prevista para 98 é a parceria com uma empresa americana de surf wear. Quero trabalhar cada vez mais como designer de moda, avisa.
Há dois meses Arad inaugurou uma loja pret-a-porter, que leva o seu nome, no bairro do Batel. Em 98 quero também continuar o trabalho que venho realizando lá, afirma. Ele não quis adiantar as próximas tendências, para evitar o plágio da concorrência, mas garantiu que suas novas coleções estarão muito voltadas ao tricô e ao jeans.
BERENICE MENDES
97 não foi um ano fácil, mas o importante é que as pessoas estão realizando seus trabalhos. A afirmação, feita pela cineasta Berenice Mendes, reflete a situação atual do cinema paranaense. O incentivo municipal e estadual ainda é pequeno, o cinema é caro e nós não temos aqui a tradição da arte áudio-visual, diz ela. Vivemos um momento complexo, mas mesmo assim estamos com várias produções prontas, aguardando o lançamento.
Ela está finalizando um curta-metragem, Rosinha Minha Sereia, uma ficção que resgata a cultura do litoral paranaense, realizada através de um prêmio ganho do Ministério da Cultura. Entre os projetos para 98 está a produção de um documentário sobre as crianças portadoras do vírus da Aids e o início da captação de recursos para a produção do longa-metragem Drama da Fazenda Fortaleza.





