Desde a Páscoa, o Museu de História Natural ganhou mais quatro salas, que expõem diferentes ambientes. Em uma delas, um urso de óculos e um condor, que viviam no zoológico de Curitiba e morreram, são um fragmento da vida de animais da região dos Andes. A segunda atende um pedido recorrente de professores, e mostra animais do Paraná em extinção, entre eles, o cachorro vinagre, tamanduá-bandeira, arara vermelha, o bugio ruivo e o gato do mato.
Uma terceira sala mostra aves de rapina brasileiras, com diferentes tipos de gaviões e corujas. E, finalmente, um último espaço reproduz o ambiente urbano, com os animais que ali vivem, como ratos, ratazanas, gambás e pombos domésticos, que podem transmitir doenças aos seres humanos.
O que mais chama a atenção na visita é a qualidade dos animais taxidermizados. Alguns parecem estar vivos, de tão reais. No ambiente do cerrado, por exemplo, o lobo guará parece ter olhos de verdade. Na Floresta de Araucárias, uma jaguatirica com expressão assustada chega a impressionar. O responsável por esse trabalho, de acordo com Gilda Tebet, é um taxidermista alemão, André Mayer, que veio ao Brasil, aqui ficou e morreu. ''Esses animais foram empalhados a partir de 1937. Ele era muito bom, mandava trazer os olhos dos animais da Alemanha. Quando viajo, sempre procuro visitar museus, mas nunca encontrei nada igual'', conta.
Outro serviço importante do museu é seu acervo didático, destinado a empréstimos, principalmente para ajudar professores em sala de aula e a elaboração de feiras de ciência. São livros, fitas de vídeo e kits didáticos com diferentes temas, animais em meio líquido e taxidermizados, acompanhados de apostilas explicativas, O museu conta ainda com uma enome biblioteca de biologia, também aberta a consultas. (M.G.)

mockup