ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de dezembro de 2006
Fábio Brito<br>Agência Estado 
Muitos proprietários de cães e gatos têm pouca consciência sobre a necessidade de fazer a higienização bucal do seu animal, mas problemas na boca vão além de apenas do mau hálito: podem levá-lo a morte. Na natureza, um cão silvestre, como carnívoro, caçaria e abriria sua caça com a boca criando maior atrito, o que ajudaria naturalmente a limpeza bucal desse animal selvagem.
Já o cão e o gato domésticos têm uma alimentação muito parecida com a do homem, que é mais mole, cozida. Esse tipo de alimento deixa resíduos entre os dentes que favorecem o aparecimento da placa bacteriana, a princípio invisível ao olho humano, mas que vai se organizando para formar o conhecido tártaro, uma crosta que esconde uma concentração de bactérias por baixo dela.
O mau hálito é um dos primeiros sintomas, mas não o mais grave. A presença do tártaro pode causar deslocamento e inflamação da gengiva, a queda do dente ou passar bactérias para a corrente sanguínea e provocar doenças mais graves, nos rins e no coração, e causar a morte. Tanto que quando pegamos um animal mais velho com problemas graves de boca é recomendado que se faça exames prévios gerais antes mesmo do tratamento, explica a médica veterinária, Ivana Carvalho.
Quando é possível visualizar o tártaro, apenas um especialista consegue resolver o problema. Dependendo da formação, os ossinhos de couro e brinquedos podem ajudar, mas apenas os veterinários podem fazer a remoção total do tártaro e polimento do dente.
Segundo a especialista, enquanto a estrutura do dente não estiver abalada dá para recuperá-lo, caso contrário, a indicação é a extração. A escovação é importante e necessária.
O dono tem de criar o hábito de escovar o seu animal desde filhote, principalmente depois da troca de dentição para adulto, que começa a acontecer aos quatro meses de vida. A ração também ajuda a prevenir o tártaro.


