Miriam Karam
De Curitiba
Especial para a Folha
O cooperativismo no Paraná tem raízes profundas, de longa data. O primeiro registro de trabalho cooperativo remonta a 1829, com a chegada ao Estado de um grupo de 248 imigrantes alemães que fundaram a Colônia Rio Negro (hoje município na divisa com Mafra, em Santa Catarina).
Foram também os europeus os responsáveis por uma série de experiências realizadas aqui entre 1847 e 1911. Uma delas entrou para a história como o primeiro ensaio anarquista vivido no Paraná - a Colônia Cecília, criada em 1890 por um grupo de italianos liderados pelo agrônomo Giovanni Rossi, no município de Palmeira.
Outra se tornou uma das mais bem sucedidas iniciativas na área das cooperativas. Em 1911, 450 holandeses chegaram a Carambeí, onde fundaram, em 1925, a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios Batavo, que se transformou numa das mais prósperas colônias de imigrantes do Estado, considerada uma cooperativa exemplar.
Com base nessas bem sucedidas experiências, floresceu no Paraná um dos movimentos cooperativistas mais importantes do País. Os exemplos são muitos: a Witmarsum, também em Palmeira; a Agrária, de Entre Rios; Batavo e Castrolanda, em Castro; a Capal, em Arapoti; Coopavel, em Cascavel; Coamo, em Campo Mourão; Cocamar, em Maringá; Corol, em Rolândia e muitas outras, todas hoje exemplos de comunidades rurais perfeitamente urbanizadas, economicamente prósperas e socialmente integradas à vida do País.

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