Paulo Augusto Fedrigo, 19 anos, é um rapaz feliz, sorridente, carinhoso e muito apegado à família. Ele se comunica bem, adora dançar e possui um diferencial de outros jovens de sua idade: é portador da Síndrome de Down. Os problemas de Paulo poderiam ser maiores se ele não tivesse recebido tanto amor e dedicação da mãe, a economista Lidinalva Delino Fedrigo.
Há 19 anos, Lidinalva recebia uma convocação para trabalhar numa empresa pública por meio de um concurso que tinha prestado para atuar na sua área. Por causa do filho, Lidinalva não aceitou o emprego e fez muito mais que isso, se especializou em Educação Especial, participou de congressos nacionais e internacionais sobre Síndrome de Down, sempre apostando no desenvolvimento e na capacidade do filho.
''Não me arrependo de ter abandonado minha carreira, minha vida profissional. Não me arrependo de nada do que fiz. Eu precisava entender o que se passava com meu filho, aprender mais sobre o que ele tinha, até mesmo para cobrar dos profissionais'', diz.
Logo quando Paulo nasceu, Lidinalva ficou sabendo pelo pediatra que o menino poderia não andar nem falar. A vontade de ver o filho cada vez melhor levou a mãe até um médico no Rio de Janeiro, que também atendia em Curitiba.
A vida de Lidinalva então, passara a ser composta por dedicação total de tempo que envolvia viagens e trabalhos realizados em casa com o filho. Atividades indicadas pelo médico, como trabalhos que estimulavam os cinco sentidos de Paulo, foram feitas pela mãe e pela família por um período de sete anos, sem parar, até que o progresso de Paulo resultou em alta e muito elogio do médico.
''Virei minha casa de ponta cabeça. Ela parecia mais uma academia que uma casa. Trabalhei com ele a audição por meio de diversos tipos de sons, tinha trabalhinhos que estimulavam a visão e muitos outros. Eu passava o dia inteiro com ele e a noite preparava as atividades do dia seguinte'', conta.
Hoje, Paulo é um jovem dinâmico, adora sair com a família e conversar com as pessoas. O progresso de Paulo fez com que a mãe pudesse voltar a fazer alguma atividade fora de casa e melhor ainda, junto com o filho. Paulo ajuda a mãe nas atividades da empresa da família que atua com publicidade e panfletagens.
''Pelo menos três vezes por semana, ele nos ajuda com a distribuição de materiais nos condomínios. As pessoas já o conhecem e adoram quando ele aparece. Penso que se tivesse aceitado aquele emprego, poderia hoje estar empregada e infeliz vendo meu filho se arrastando pela casa. Hoje ele está muito bem, não existe limites para meu filho'', finaliza Lidinalva.(F.B.)

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