Curitiba - O ménage à trois, ou simplesmente ménage, é uma constante no mundo do swing. A prática é tão popular que os clubes do gênero permitem, pelo menos uma vez por semana, a entrada de mulheres e homens solteiros. São os chamados ‘‘avulsos’’.
  O sexo entre um homem e duas mulheres é bastante comum no meio. Mas há quem prefira inverter os papéis. Como Rodrigo, que revela ter dividido a mulher com mais de 100 avulsos nos últimos dez anos. ‘‘Ela é extremamente ciumenta, nunca deixaria eu ficar com outra’’, diz, por telefone.
  O marido, que não é bissexual, admite se excitar com esse tipo de relação. Também conta que, às vezes, a esposa transa com mais de um homem na mesma noite. Ela, no entanto, não quis falar com a reportagem.
  O casal tem uma filha e está junto há 13 anos. Ele tem 42 e trabalha com vendas. Ela completou 30 e cuida da casa. Freqüentam o clube Liberty House, mas ficam ‘‘ligados no swing’’, como diz Rodrigo, mesmo quando não estão na casa. ‘‘Você passa a agir de maneira diferente. Vai a uma balada normal e observa as pessoas, conversa, troca telefone para se encontrar depois’’, afirma.
  Para ele, a sociedade têm uma visão errada do ‘‘movimento’’. ‘‘As pessoas pensam que a gente chega lá, tira a roupa e sai transando. Não sabem que há toda uma socialização’’. ‘‘O clube é como uma danceteria normal, só que depois de certo horário rolam umas brincadeiras para quebrar o gelo’’, acrescenta.
  Como todo swinger, Rodrigo também tem o próprio código de regras, para evitar que os avulsos passem dos limites. E quais são esses limites? ‘‘É o cara achar que a mulher é dele’’, explica. Beijar na boca, por exemplo, está terminantemente proibido. ‘‘Isso é muito pessoal. Amor eu dou em casa’’, justifica. (O.G.)

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