É claro que criança quer brinquedo. Principalmente no Natal. Para as crianças, o brinquedo não é um desejo consumista, e sim a materialização de um sonho e de tudo que elas desejam para elas próprias e para a família: brincar, ter sa© úde e ser alegres. Uma das provas disso está na experiência de quem se oferece como voluntário para trabalhar no período das festas de fim de ano. Quem trabalha como Papai Noel tem a oportunidade de entregar, junto com um brinquedo ou doce, um abraço, ganhando de volta o carinho.
Os Papais Noéis voluntários personificam o desejo da ajuda e o trabalho que, às vezes uma só pessoa ou toda uma comunidade, desenvolvem para fazer das festas de fim de ano um momento um pouco mais feliz. O trabalho voluntário não é novidade no Brasil.
As referências mais antigas desse tipo de serviço datam de 1534, quando senhoras da alta classe portuguesa residentes no País procuravam, em hospitais, uma atividade para ocupar o tempo, ajudando no tratamento de pacientes.
Nascido dessa forma, seria natural que o voluntariado tomasse um caráter assistencialista e até mesmo pejorativo, já que, usando uma velha máxima sempre associada ao assunto, seria mais fácil dar o peixe do que ensinar a pescar.
Assistencialismo, no entanto, não é um termo que se aplica ao trabalho de Papai Noel. Por mais que a figura assuma o próprio caráter mercantilista, fazendo do Natal somente mais uma data comercial, ela nunca deixou de transmitir carinho, atenção e alegria, em especial para crianças, que, diferente dos adultos, desconhecem tais conceitos e sentem-se mais importantes e lembradas quando recebem a visita do bom velhinho. (Leia mais sobre os Papai Noéis de Londrina nas páginas 14 e 15)

mockup