A convivência entre os integrantes dos grupos folclóricos é tão intensa que eles acabaram ganhando a fama de casamenteiros. Descendente de italianos e ucranianos, Maria Angélica Estella Kaspchak, de 36 anos, dança há 15 no Gruppo Folklorístico Italiano Giuseppe Garibaldi. ''Nasci e vivo em Santa Felicidade, tenho mais afinidade com a cultura italiana'', justifica.
Ela conta que a união entre os integrantes é tanta que resulta até em casamentos. ''Acaba virando uma família. A nossa diversão nos fins de semana é ensaiar e viajar para as apresentações. Dezenas de casamentos já se realizaram dentro do grupo e com pessoas que assistem aos ensaios e viajam junto'', conta.
A própria Maria Angélica conheceu o marido através da dança, sete anos atrás. ''De maneira geral o convívio não se dá só no folclore. Fazemos churrasco juntos, festas de aniversário'', explica. Em 2001, o Giuseppe Garibaldi participou de duas cenas da novela Esperança, da Rede Globo, uma delas era uma festa de casamento.
Ensaiador do Grupo Folclórico Ucraniano Poltava, Genilson Machado Ferreira, de 31 anos, também conheceu a esposa de descendência ucraniana dançando. De origem portuguesa, Ferreira dançava num grupo de folclore luso até assistir a uma apresentação do Poltava durante o Festival de Etnias. ''Fiquei encantado com a força da dança dos rapazes. É mais dinâmica, acrobática, e tem o colorido dos trajes, a alegria da música. Eu gosto de desafio e me apaixonei à primeira vista'', lembra.
Depois de entrar para o novo grupo, Ferreira passou a conhecer mais sobre a história da Ucrânia e dos povos eslavos. ''O povo ucraniano tem um forte patriotismo e uma expressão muito forte, acho muito bonito'', revela. Segundo o ensaiador, qualquer pessoa pode aprender a dança folclórica, basta ter vontade. ''Somos um grupo de portas abertas. Se não fosse assim eu mesmo não estaria aqui'', ressalta. (D.R.)

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