Dois americanos que estão residindo em Londrina ainda estão tentando entender o que aconteceu com seu país. Um deles, Douglas Muench, disse que estava em um supermercado e viu as cenas do atentado pela TV. ''Não conseguia acreditar. Precisaram repetir umas três vezes para mim o que estava acontecendo. Nunca me passou pela cabeça um ataque nestas dimensões.''

Muench mora em Londrina há seis meses e trabalha como professor da St. James' American School. Seu companheiro de trabalho, John Follhouse, está na cidade há nove meses e compartilha o sentimento de incredulidade. ''As cenas pareciam de um filme de Schwarzenegger'', comparou. Os familiares de Follhouse moram em Nova York, e ele diz que só ficou um pouco mais tranquilo depois que conseguiu corresponder-se via e-mail com a família, ontem de manhã, e soube que ninguém foi atingido.

O professor informou, porém, que o sentimento entre os nova-iorquinos é de desespero. ''Temos certeza que o presidente vai reagir à altura, porque se ele não fizer isso não vai ficar muito tempo lá.'' Follhouse diz que não pensa em vingança, mas acredita que se os americanos não demonstrarem sua força agora, outros atentados continuarão acontecendo. E completa: ''Nós sempre reagimos. Agora, republicanos e democratas estarão unidos contra o inimigo.''

Para Muench, os atentados foram uma declaração de guerra. Ele concorda com o colega: ''Se Bush não reagir, não fica na presidência.'' O professor diz ter amigos muçulmanos nos Estados Unidos, e sabe que as próximas semanas não serão fáceis para eles. ''Mesmo que ainda não se tenha certeza dos responsáveis pelos ataques, com certeza vão sofrer retaliações.''

Os professores acreditam que daqui para a frente os americanos não irão mais construir prédios tão altos como as torres do World Trade Center, que concentrava tanta gente no mesmo local. ''Mesmo que construíssem, as pessoas não iriam mais querer correr este risco'', dizem.

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