Ambulantes tomam conta da areia de Caiobá
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Se disputar espaço entre veranistas para acomodar o guarda-sol nas praias do Paraná já é difícil, imagine quando a areia é invadida, também, pelos ambulantes. O mais comum é que os vendedores circulem de um canto a outro da praia. Mas, no balneário Caiobá, em Matinhos, a cena é outra. Lá, está a maior concentração de comerciantes por metro quadrado de areia. Eles estacionam seus carrinhos e ali ficam boa parte do dia, oferecendo uma variedade de guloseimas irresistível para a maioria, algumas, inclusive, importadas de outros estados como tapioca, queijo na brasa e cuscuz.
A costureira Marta Maria dos Santos, que tirou férias da profissão para virar vendedora ambulante durante a temporada, garante que, apesar da concorrência ser acentuada, todos conseguem ter seu lucro. Ela, pelo menos, não tem do que se queixar. Vende cerca de 100 espetinhos por dia e calcula que irá faturar bem mais que os R$ 450,00, que ganha, por mês, costurando. Meu irmão, que já está aqui há mais tempo, vende muito mais. Chega a uns 200 a 250 espetinhos por dia, diz Marta, com a expectativa de, em breve, atingir volume de vendas semelhante ao do irmão.
João Carlos dos Santos, irmão de Marta, saiu de Londrina há 16 anos para arriscar a sorte em Matinhos. Há sete anos passou a trabalhar como vendedor de espetinhos em Caiobá e garante que já conquistou uma clientela fiel. Por isso, a concorrência, que cresceu bastante nos últimos anos, não o assusta. Tem espaço para todo mundo, garantiu.
Já para Marta a experiência é inédita. Esta é a primeira vez que deixa sua cidade Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina) para se aventurar como ambulante na areia de Caiobá. Ela está no Litoral desde o começo de dezembro e ficará a temporada toda. Marta adiantou que a experiência está sendo tão boa que irá repeti-la nos próximos verões.
A FOLHA fez vários contatos com o responsável pela fiscalização dos ambulantes, na Prefeitura de Matinhos, para levantar o número de comerciantes cadastrados e como é feito o controle de qualidade do que é vendido nas praias, mas não obteve resposta em nenhuma das tentativas.


