A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) promove hoje, das 9 às 11 horas, ações de educação ambiental, com o auxílio da equipe do Museu de História Natural e do Zoológico de Curitiba, no Parque do Passaúna. Durante o evento, que contará com a presença de crianças da rede pública de ensino, serão realizadas atividades lúdicas e a soltura de cerca de dois mil juvenis de jundiá.
O Projeto Jundiá é uma iniciativa da PUCPR em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Paraná (Seti), com o Museu de História Natural de Curitiba e com a Itaipu Binacional, e foi iniciada em 2003. O principal objetivo é a recuperação ambiental do Alto Rio Iguaçu, um dos mais importantes do estado do Paraná e que vem sofrendo com a poluição de suas águas.
Para tornar possível a recuperação do Rio Iguaçu a equipe envolvida no projeto faz um trabalho de reeducação da população que vive nas proximidades do rio e auxilia também no repovoamento das águas. Os alevinos de jundiá, popularmente conhecidos como bagre são criados em laboratórios e o início do processo é, literalmente, uma pescaria. Munidos com todos os apetrechos de pesca, os colaboradores vão para beira do rio pescar os bagres. É preciso, em cada local, capturar ao menos um exemplar macho e uma fêmea.
No Laboratório de Pesquisas e Experimentos em Piscicultura da PUCPR, em São José dos Pinhais, é realizada a reprodução induzida dos peixes capturados, por meio da coleta dos ovos das fêmeas e do sêmen dos machos. Após a eclosão dos ovos, as larvas são transferidas para os viveiros e ficam em cativeiro entre 60 a 90 dias até alcançarem o tamanho de alevinos. Somente assim, com toda essa preparação necessária, chega a hora da soltura.

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