Alunos não podem mais vender rifas em Curitiba
As escolas da rede municipal de Curitiba vão perder uma fonte de renda tradicional dos colégios: a venda de rifas. A Câmara de Vereadores de Curitiba aprovou projeto de lei da vereadora Roseli Isidoro (PT) que proíbe a venda de rifas, cartelas de bingo e afins por alunos das escolas da rede pública municipal da cidade. O projeto, agora, seguiu para sanção do prefeito Beto Richa.
O projeto foi fundamentado, segundo a vereadora, a partir da manifestação de pais de alunos. ''Fui procurada por pais que reclamavam da obrigatoriedade dos filhos terem que vender as rifas. Além de comprometer o orçamento familiar, quando a família não tem condições de bancar a rifa, as crianças ainda correm o risco de ser perseguidas na escola quando não vendem a sua cota'', diz.
Outra justificativa ao seu projeto refere-se aos perigos que a criança fica exposta nas ruas quando sai para vender as rifas. Essa situação, conta, tornou-se ainda mais latente com a morte da menina Giovana, de 9 anos, morta quando vendia rifa do colégio em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.
Pelo projeto, as escolas podem realizar as rifas, bingos, etc, desde que não deleguem à criança a responsabilidade como promotor ou realizador do evento. A fiscalização da venda deve ser feita pela direção das instituições de ensino e pelas associações de pais, professores e funcionários. (M.G.)





