Alternativa para melhoria de renda
A tecelã e artesã Diraci Miranda Dotti, viúva e com 64 anos, aproveitou as oportunidades de especialização de mão-de-obra e começou a complementar sua renda. ''A gente não pode esperar cair do céu ou da prefeitura as coisas. A gente tem que correr atrás. O povo parece que não se ajuda e só sabe reclamar da política local. Sabe por quê? O povo ganha cesta básica, vale gás, vale escola. Cai tudo de graça para eles. Ninguém quer crescer, não faz nada e fica ainda reclamando'', comenta. Diraci, que também não gosta de política e nem lembra os nomes de todos os políticos que já votou, sabe que precisa fazer algo para mudar. Mas para ela, a mudança é através do povo e não da política. ''Eu sou leiga em política. Fico em cima do muro. A gente não sabe se desce ou se sobe. Eu procuro votar da melhor forma possível, mas antes da eleição é uma coisa. Depois é outra'', diz ela.
A quatrobarrense Maria Oliveira dos Santos, de 68 anos, é dona de casa e é a única mulher do Mundo que quer ficar mais velha. Não vê a hora de completar 70 anos. O motivo? Quer não ter mais responsabilidade de votar. ''A gente que é velho é indeciso. Quero chegar aos 70 para não votar mais. A gente vai com tanto gosto votar e no fim se decepciona. Eu não quero mais saber de votar. Vivo da minha aposentadoria, sustento um filho doente, mas sou honesta. Quero viver assim sempre. E quero ter a consciência tranquila''.
Quatro Barras é uma etnia formada por grupos que vão desde italianos, portugueses e poloneses até alemães, sulistas e nordestinos. (L.P.)





