Alta rotatividade prejudica população
O entra-e-sai de médicos do Programa Saúde da Família reflete diretamente no atendimento diário nos postos da Região Metropolitana de Curitiba. Que o diga a dona de casa Marisa Tartaia, de 42 anos, que na última terça-feira, por volta das 9 horas, aguardava uma consulta em uma unidade de saúde de Colombo. Naquele dia ela havia chegado duas horas antes, mas contou que, numa ocasião. teve de chegar às 2h30 da madrugada para tentar uma consulta para o filho de 13 anos. ''Fomos atendidos às 7 horas. Aqui a gente consegue, mas demora'', diz ela.
Com cerca de 230 mil habitantes, Colombo perdeu, somente este ano, dez dos 30 médicos do programa, que está presente em oito das 23 unidades de saúde do município. ''O programa em si tem uma estratégia excelente, mas o maior desafio é mesmo conseguir fixar o profissional médico. Deveria haver um acordo para que os salários do PSF não fossem muito diferentes. Criou-se uma espécie de leilão'', lamenta o secretário municipal da Saúde, Helder Lazarotto. Segundo ele, muitos profissionais mudam de uma cidade para outra, em busca de melhor remuneração. (L.X.)





