Da Redação
Superados os primeiros desafios e com as máquinas dinamarquesas implantadas em Londrina, o projeto seguinte da Cacique foi dar início imediato aos primeiros contatos de exportação com importadores norte-americanos, da Europa Ocidental, da antiga União Soviética e da Polônia. Vender não foi difícil, porque os importadores imediatamente reconheceram a alta qualidade do produto brasileiro.
A criatividade e o arrojo comercial da Cacique determinaram logo o sucesso do negócio e das exportações. Em 1968, a capacidade de produção da empresa foi duplicada de 10 toneladas para 20 toneladas por dia. Era um salto espetacular que comprovava a antevisão do confiante e arrojado Horácio Coimbra e seus pares. Em 1970, a Cacique já era a principal exportadora de café solúvel do Brasil, com a marca de US$ 20,9 milhões em negócios.
O notável feito levou a empresa a receber do governo federal o laurel Globo de Ouro Exportação, que Horácio Coimbra recebeu em Londrina do então presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médice em 1971. O governo federal então, finalmente reconheceu a história de vitórias e sucesso da empresa empresa londrinense. De vento em popa, a Cia. Cacique de Café passou a estabelecer novos emparceiramentos comerciais e diversificar os negócios.
O desenvolvimento tecnológico e comercial da empresa levou à segunda grande ampliação do seu parque industrial, quando foi estabelecida uma planta para produção de café solúvel aglomerado. A etapa permitiu mais avanços na fabricação do novo tipo de café e no fluxo operacional da empresa.
Dois anos depois, a Cacique alcançou a marca histórica de US$ 1 bilhão em divisas cambiais captadas no comércio estrangeiro para o Brasil, desde junho de 1966.
Assim, antes de completar vinte anos de funcionamento da fábrica, a Cia. Cacique passou a responder por um terço das exportações brasileiras – além de atender também ao mercado interno.

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