Aliança Cultural apóia intercâmbios
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quarta-feira, 17 de junho de 1998
Alexandre Sanches 
A comunidade japonesa no Paraná mantém as tradições e realiza intercâmbios constantes através da Aliança Cultural Brasil-Japão, presidida por Takumi Shimada, de Assaí. Embora os nipônicos possuam 75 núcleos no Estado, somente quatro municípios possuem convênio de cidades-irmãs no Japão.
São poucos, mas estamos incentivando a criação em outros centros, comenta. Entre as conveniadas estão Ibiporã com Aso-mati; Londrina com Nishinomiya; Maringá com Kakogawa e Paranaguá com Tsuna. Assaí ainda não está incluída, mas já mantém laços com Takkewa.
Shimada afirma que os convênios possibilitam, além do intercâmbio entre estudantes, a troca de tecnologias e muitos benefícios, como os conquistados por Ibiporã e Maringá. As cidades-irmãs japonesas construíram uma escola em cada município.
A Aliança também tem enviado 20 bolsistas por ano para estudar no Japão. Eles nem sempre são descendentes. Basta o candidato ter domínio de língua japonesa ou inglesa e responder a outros pré-requisitos, que praticamente garante um lugar.
A entidade também faz intercâmbio de atletas de beisebol, softbol, futebol e outros. Ao mesmo tempo em que envia estudantes brasileiros para o Japão, a comunidade japonesa recepciona intercambistas japoneses que vêm aqui com o mesmo objetivo. Em Londrina, o sistema também é propiciado pela Universidade Estadual (UEL), que mantém convênio com a Universidade Meil, de Okinawa.
PesquisaEm 94, a Aliança contribuiu para a recepção e o trabalho de um grupo de 16 estudantes e professores de sociologia da Universidade de Toyo, em Tóquio, que vieram a Assaí através de um programa patrocinado pelo Ministério da Educação do Japão. O grupo veio pesquisar a comunidade japonesa, para tentar dimensionar o futuro dos descendentes no Brasil.
Os estudantes entrevistaram mais de 350 nikkeys de Assaí, coordenados por três professores das áreas de Bem-Estar Social, Sociologia e Preservação da Saúde. A pesquisa, que duraria três anos, teria resultados divulgados este ano no Japão.
O estudante Nariassu Noria, na época com 21 anos, afirmou que Assaí era o retrato do Japão de 30 anos atrás. Mais Japão que o Japão, acrescentou o sociólogo Toyoie Kitagawa. O professor disse ter ficado impressionado com a preservação das tradições e dos costumes japoneses em Assaí. (Colaborou Egidio Brizola).


