Curitiba - Muitas pessoas têm a vontade de desenvolver inventos e teorias revolucionárias, mas são poucas as que realmente produzem conhecimento capaz de influenciar os rumos da humanidade. O que explica a facilidade que Leonardo Da Vinci tinha para planejar aparelhos inovadores? O que havia de diferente em Einstein para que ele desenvolvesse a Teoria da Relatividade?
Elizabeth Carvalho da Veiga, professora do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), aponta que há muito tempo os pesquisadores que trabalham com estudos sobre habilidades excepcionais abandonaram a teoria de que pessoas superdotadas têm um ''cérebro superior'' em relação ao restante da humanidade.
''Chegou-se a acreditar que o tamanho do cérebro estava associado à inteligência. Nunca foi possível provar essa ligação'', diz a professora. Elizabeth afirma que os estudos atuais sobre inteligência seguem outros parâmetros. Grandes habilidades, por exemplo, não denotam superdotação.
A respeito da superdotação, Elizabeth diz que muitas pessoas nascem com propensão a certas habilidades, como uma ''programação'', mas essa inclinação não basta. ''Se você nasce com uma habilidade excepcional para determinada coisa e não está em um ambiente onde esse talento é estimulado, ele fica adormecido'', explica.
''É necessário reconhecer o quanto antes essa alta habilidade e colocá-la em atividades cognitivas para desenvolvê-la'', afirma Elizabeth.

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