O espaço aéreo brasileiro está em alerta máximo desde a manhã de ontem, quando o mundo tomou conhecimento dos ataques terroristas aos Estados Unidos. O anúncio foi feito durante a reunião do Conselho de Defesa Nacional convocada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O objetivo é evitar a entrada no País de aeronaves suspeitas sem detecção imediata, inclusive na Amazônia, onde o sistema de vigilância ainda está sendo instalado.

Apesar do rigor no controle das aeronaves que entrem no espaço aéreo brasileiro, todos os aeroportos do País estarão abertos para receber aviões com vôos programados anteriormente para pousar nos Estados Unidos e que tiveram suas rotas desviadas. O governo determinou ainda o aumento da fiscalização de bagagens e passageiros em todos os aeroportos brasileiros.

Fernando Henrique abriu a reunião mostrando-se consternado com os fatos e falando das suas preocupações com os desdobramentos dos atentados, assim como com as consequências econômicas que atingirão todos os países. A preocupação do presidente é que uma recessão nos Estados Unidos possa retrair a economia norte-americana e também do Brasil. Ele falou ainda das medidas adotadas pelo Banco Central de intervenção no câmbio para evitar a disparada ainda maior do dólar.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, responsável pela área de inteligência do País, falou também da sua preocupação de que este ato terrorista tenha sido instigado por algum país como a Líbia ou o Iraque. Na avaliação do general, isso poderia implicar em consequências desastrosas para a paz mundial. O general Cardoso informou também que os EUA já identificaram 45 organizações terroristas no mundo que poderiam ter participado do ataque em diversos pontos do planeta.

No encontro, o governo discutiu ainda diversos cenários a partir da origem do ataque e o Planalto está convencido de que os Estados Unidos vão pedir empenho e apoio às nações amigas em uma cruzada contra o terrorismo. Embora o Brasil não seja alvo de terrorismo, o País não deixará de se solidarizar nessa causa.

O presidente Fernando Henrique fez questão de demonstrar que o governo brasileiro está preocupado em garantir a segurança dos cidadãos americanos no Brasil. Em Nova York, o Consulado do Brasil também foi esvaziado e o presidente informou que tentou falar com seu colega norte-americano George W. Bush mas não conseguiu, porque ele estava em base de defesa militar para ficar a salvo de qualquer contratempo.

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