Uma das maneiras mais simples de proteger a vida é o aleitamento materno. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a morte de 1,5 milhão de recém-nascidos ao ano no mundo poderia ser evitada se os bebês fossem alimentados com o leite da mãe. As pesquisas mostram ainda que as crianças que recebem leite materno têm 14 vezes menos diarréia e quatro vezes menos problemas respiratórios. O aleitamento também protege a mãe, diminuindo a incidência do câncer de mama e de hemorragias pós-parto.
Outro alerta: a criança não deve receber água, chá ou suco em mamadeiras até os 6 meses de idade, pois isto poderá fazê-las deixar de mamar no peito. Segundo IBGE, 97% das crianças mamam no peito logo após o nascimento; mas, 43% são desmamadas parcialmente aos 3 meses e 61% aos seis meses de vida. As pesquisas também mostram que crianças que mamam no seio morrem 32,3% menos por diarréia, 22,3% menos por infecções respiratórias e 17,7% menos por outras infecções.
Por isso, as campanhas de aleitamento materno são permanentes na Secretaria da Saúde. ‘‘Com uma maior conscientização das mães, o perfil de mortalidade infantil está mudando. Além da maior assistência ao parto, os profissionais de saúde orientam as mães sobre problemas comuns, como o engurgitamento e as fissuras no seio, e sobre a melhor maneira de perseverar na amamentação do beb꒒, explica o médico Nereu Henrique Mansano, coordenador da área de saúde da Sesa.
InesquecívelEm Curitiba, dados mostram que 48% das mães amamentam seus filhos exclusivamente no seio até o quarto mês, quando então o índice cai para 16%, época em que termina a licença maternidade. Em Londrina, números de 1988/1989 indicam que 45% das mulheres amamentavam seus filhos só no seio até o sexto mês, quando a média em Curitiba caía para 14,3%. A média nacional é de 10% até os 180 dias de vida.
O aleitamento materno é importante também para o desenvolvimento emocional da criança, pois o calor e o carinho da mãe durante a amamentação são, literalmente, inesquecíveis, embora inconscientes para o bebê.
Como a falta de informação ainda é o principal motivo para que as mães não amamentem, a Secretaria da Saúde incorporou ao seu calendário a Semana Estadual do Aleitamento Materno.
Em setembro, a Sesa foi uma das patrocinadoras do 5º Encontro Nacional sobre Aleitamento Materno que se realizou em Londrina e reuniu mais de mil participantes de 22 estados, além de representantes do Uruguai, Peru, Suécia e Reino Unido. Foram 56 palestrantes do Brasil, Suécia, Inglaterra e Uruguai.

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