Como porta-voz da comunidade, a vice-cacique da Aldeia Araçaí, Florinda da Silva, de 33 anos, achou positiva a visita dos estudantes. ''Esse intercâmbio é muito bom porque eles vão entender qual é a nossa realidade de verdade, bem diferente daquilo que está nos livros da escola. Tem muita história criada sobre os índios que são fantasia'', pontuou a líder, contando que na aldeia existem 16 casas erguidas, algumas de taipas e outras de madeira, sendo uma delas, a Casa de Reza, onde os moradores se reúnem, todos os dias, às 19 horas, para cantar e orar em guarani mibya.
No dia da visita dos estudantes, inclusive, um grupo de índios apresentou algumas orações acompanhado de uma viola e tambor. ''A criança aos três anos já começa a aprender as canções'', informou Florinda, filha da mulher do cacique Marcolino.
''Eu achei muito lindo tudo aqui. A música, as casas e a mata. Eles também têm pintinhos e cachorrinhos bem pequenininhos'', disse a pequena Monique Ribeiro Wolfart, de 7 anos. ''Eu achei que eles não falassem português e aí conversei com algumas meninas. Mas não lembro o nome delas porque é muito difícil de falar.''
A adolescente guarani Josiane Chamorro, de 12 anos, também apreciou a tarde ao lado do grupo escolar. ''Gosto quando as pessoas nos visitam, posso mostrar o artesanato que faço, alguns colares e pulseiras, e também para conhecer gente diferente'', contou a jovem. ''Fico feliz porque vamos também conhecer a escola deles lá em Curitiba e mostrar nosso canto e dança'', completou Josiane, se referindo à apresentação que os moradores da Aldeia Araçaí farão na quinta-feira (dia 27) no Colégio Martinus. (F.G.)

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