Videoconferências, tele-aulas via satélite, aulas através de CDs e DVDs ou via Internet, um farto material didático, além de tutores para acompanhar os alunos e tirar dúvidas - tudo isso caracteriza o ensino a distância. Para as universidades, o investimento é alto em tecnologia, segundo o professor da UEL Ronaldo José Nascimento, mas permite também atingir um número muito maior de alunos que o ensino presencial, sem a necessidade de espaço físico para isso. ''Se em uma sala de aula normal cabem 60 pessoas você tem um limite, enquanto em um curso virtual não há limite, é possível atender, por exemplo, 10 salas de 60 alunos. É a possibilidade da UEL, por exemplo, duplicar o número de alunos sem precisar construir salas ou laboratórios'', exemplifica.
Nascimento reconhece que existe preconceito contra o ensino a distância. Há quem acredite que são cursos imediatos, com provas também ''virtuais'', onde basta pagar para passar. ''No Brasil há o preconceito de que o curso a distância é de qualidade duvidosa e que a avaliação não é séria. Não é nada disso, tanto é que a preparação do material didático é uma das principais preocupações, porque tem que dar sustentação ao aluno, de modo que ele siga passo a passo a disciplina com interatividade. Além disso, as avaliações são essencialmente presenciais, pois nesse caso, quem garante que quem está matriculado é quem realmente está seguindo as aulas?'', argumenta.
Para Nascimento, a possibilidade de desenvolver atividades ''como e quando bem entender'' não deixa o aluno sem compromissos. Por isso, os cursos normalmente tem um prazo para serem feitos e não são totalmente a distância, também tem aulas em laboratórios e presenciais, quando é necessário. ''O uso da tecnologia não significa sucesso pedagógico se o professor não se preparar adequadamente'', ressalta.
Para oferecer um curso a distância a instituição de ensino deve estar credenciada pelo Ministério da Educação. Segundo Nascimento é importante que o estudante consulte o site do MEC (www.mec.gov.br) para conferir se o curso que pretende fazer está credenciado e garantir um diploma reconhecido no final do curso. O próprio MEC tem cursos a distância entre seus projetos, como a TV Escola, Rádio Escola e Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo).

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