As cooperativas de produtores rurais detém os principais e mais diversificados projetos agroindustriais do Oeste paranaense, que, no conjunto, têm expressiva participação na economia do Estado. Os dirigentes das organizações há muito se convenceram de que o caminho era o da verticalização da economia, com a transformação dos produtos primários, para agregação de valor. Assim, grãos, ao invés de serem comercializados diretamente, transformam-se a ração que alimenta os rebanhos, e na outra ponta do processo estão os frigoríficos que industrializam a carne (ou o leite).
Um dos complexos industriais mais amplos é o da Cooperativa Agropecuária de Cascavel (Coopavel), cujos associados são responsáveis por 3% da PIB agropecuário paranaense. O presidente, Dilvo Grolli, que integra a diretoria há muitos anos, relata que a cooperativa procurou ‘‘projetar-se para a modernidade da economia globalizada’’ ainda no início dos anos 90, com amplas discussões com os cooperados, empenhando-se no projeto de verticalização da economia, representada pelo processamento da matéria-prima, oferecendo ao mercado produtos de consumo direto.
O complexo foi sendo implantado paulatinamente, à margem da BR-277, na periferia da cidade, iniciando com indústria de rações para 250 mil toneladas ao ano, beneficiamento de sementes (250 mil sacas), extração de óleo e de farelo peletizado de soja (200 mil toneladas), ração bovina e reciclagem de subprodutos vegetais (6 seis mil toneladas), fábrica de fertilizantes (70 mil toneladas), descaroçamento de algodão (300 mil arrobas ao ano), laticínio que recebe até 100 mil litros de leite ao dia, pausterizado e envasado ou transformado em queijos, iogurte, bebida láctea, requeijão, doce e creme de leite.
A cooperativa, que já tinha frigoríficos para abate diário de 400 cabeças de suínos, 100 de bovinos e 140 mil de frangos, está implantando outros abatedouros, para 1,5 mil cabeças de suínos e 200 de bovinos.
A cooperativa Agrícola Mista Vale do Piquiri, com sede em Palotina, além de abater frangos, produz ração, amido e fécula de mandioca, e no ano passado obteve faturamento de R$ 40,7 mil com suas indústrias. A Consolata, de Cafelândia, além de operar um frigorífico de aves, produz mensalmente 18 mil toneladas de ração. A Agropecuária Capanema (4,5 mil sócios), da cidade do mesmo nome, produz rações e opera laticínio e frigorífico de suínos, e Mista Rondon, de Marechal Cândido Rondon (3,6 mil associados), produz ração e beneficia algodão.
A Cooperativa Central Regional Iguaçu (Cotriguaçu), com sede em Cascavel, representante política do sistema cooperativista da região, opera um moinho de trigo localizado em Palotina, que produziu no último ano mais de 100 mil toneladas de farinha. O volume superou em mais de um quarto a produção do ano anterior, absorvendo o trigo cultivado por associados das cooperativas singulares.

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