Agente de transformação - Antonio Leonel Poloni
OPINIÃO
Agente de transformação
Antonio Leonel PoloniEsta data em que se comemora o Dia do Agricultor nos leva a uma reflexão. As mudanças ocorridas nos últimos anos na economia mundial exigem também uma mudança de postura do homem do campo. O agricultor de hoje tem que ser empreendedor. Precisa se emancipar e não ficar mais dependente do Estado e dos governos. O agricultor tem quer ser o agente de sua própria transformação. É claro que algumas atribuições competem ao governo, mas ele deve ser visto como um dos parceiros. Não há mais espaço e nem condições para soluções paternalistas.
Os países mais adiantados do mundo só começaram a avançar quando os seus governantes tiveram a coragem de dizer à população que não podiam assumir sozinhos a responsabilidade pelo desenvolvimento. Responsabilidade esta que deve ser de toda a sociedade. No Brasil, há ainda um ranço de paternalismo. É muito difícil conseguir, em pouco tempo, romper com uma cultura que se arrasta por anos, ainda que hoje não se sustente mais.
O hábito de dar o peixe e não ensinar a pescar provoca acomodação e transfere aos governos uma responsabilidade que, na verdade, deve ser assumida por toda a sociedade. Felizmente, a prática está ensinando que tudo funciona melhor quando cada um assume a sua cota de compromisso. É desta forma, dividindo responsabilidades com a iniciativa privada e com a sociedade civil organizada que, no Paraná, estamos conseguindo avançar, desenvolvendo ações que vão contribuir para que, em pouco tempo, tenhamos no campo um novo agricultor. Moderno, ágil, eficiente e capaz de competir no mercado em igualdade de condições com os agricultores dos países mais adiantados.
Todas essas ações podem ser resumidas em uma única palavra: qualidade. É isso o que se quer. Produzir com qualidade para manter os mercados atuais e abrir novos canais de comercialização, garantindo mais renda ao produtor e, em consequência, a melhoria de sua própria qualidade de vida para que possa permanecer no campo, vivendo com dignidade.
Para produzir com qualidade, porém, é preciso primeiro que o agricultor tenha acesso a condições mínimas de higiene e saúde. E, se por um lado, nós pregamos a independência e a emancipação do agricultor, por outro reconhecemos que há ainda muita gente no campo que sem o apoio forte do governo não conseguiria sobreviver. É o caso das 10 mil famílias mais pobres do meio rural do Estado. Através do projeto Paraná 12 Meses, o governo do Estado investe em novas moradias com saneamento básico para estas famílias. Este tipo de assistência social aos mais carentes vamos continuar fazendo no campo porque queremos que esses agricultores que vivem hoje marginalizados também possam ser inseridos ao processo de produção.
Aos demais, o apoio do Estado, sempre através de parcerias, vem com assistência técnica especializada, acesso à pesquisa agronômica, ações de sanidade agropecuária, treinamentos e qualificação profissional e incentivo à agroindustrialização. São linhas de atuação que se somam na busca deste novo agricultor que o mundo moderno exige e que o País, o Estado e toda a sociedade necessitam.





