Curitiba - Só no último final de semana de novembro, cinco pessoas morreram afogadas no Litoral do Estado. O número preocupa o Corpo de Bombeiros. Em toda temporada de verão do ano passado foram registrados 15 afogamentos nas praias do Estado. Mas as mortes registradas em novembro não são necessariamente um prenúncio de aumento no número de afogamentos este ano. A estimativa é que esse tipo de ocorrência seja evitada com a Operação Verão do Corpo de Bombeiros, que iniciou último dia 16.
Um total de 600 bombeiros de todo o Estado estarão trabalhando no Litoral até 6 de março, em serviços de guarda-vidas, atendimento pré-hospitalar (Siate), combate a incêndios, atividades de busca e salvamento, defesa civil e vistorias técnicas. Um total de 96 postos foram ativados, um a mais que no ano passado, distribuídos nos quase 70 quilômetros de orla que possuem condições de banho.
A temporada passada registrou o maior número de salvamentos dos últimos anos. Foram em média 22 salvamentos por dia, fechando a Operação Verão com um saldo de 1.630 salvamentos. Desse total, 15 resultaram em morte, número um pouco acima das 12 mortes registradas na temporada de 2003.
Segundo o Corpo de Bombeiros, por causa da presença dos guarda-vidas nas praias na época de temporada, a quantidade de mortes no Litoral é pequena se comparada ao número total de afogamentos no Estado. ‘‘Na praia, como os salva-vidas estão perto, conseguem salvar as pessoas quando vêem que elas estão se afastando rápido da beira da praia, quando estão indo contra a corrente, quando estão sem contato com o solo’’, explica o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, ressaltando que o mesmo não ocorre em outros locais, como cavas, onde não há salva-vidas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o desrespeito às placas de sinalização e alertas de perigo faz com que muitas pessoas se afoguem em cavas, que são locais extremamente perigosos e impróprios para banho. Elas possuem o fundo irregular, sendo rasas na beira e cheias de buracos profundos, o que engana os banhistas, que entram e perdem o contato com o chão muito rápido.
Nesses locais não há guarda-vidas, assim como em lagos, rios e represas, segundo os bombeiros, porque a área a ser coberta é bastante extensa, muitas vezes encontrando-se em propriedades particulares. Outro motivo é que o Corpo de Bombeiros, em suas campanhas de orientação, alerta sobre os riscos existentes nestes locais, não concordando com sua utilização como áreas de lazer.
Neste ano, o Corpo de Bombeiros já registrou 72 casos de afogamento em Curitiba e Região Metropolitana, nos quais 46 pessoas perderam a vida. No Estado, esse número chega a ser de 159 mortes, a maioria do sexo masculino, e grande parte de jovens e crianças.

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