Aeroesquibunda e arvorismo radical
A fazenda, batizada de Recanto do Pinhão, ainda não está pronta, mas já recebe alguns turistas. Por enquanto temos apenas duas casas que a pessoa pode alugar. Mas é como casa de praia, tem que trazer tudo, explica o proprietário. Ele enfatiza que só no próximo verão já terá treinado funcionários para fazer serviços de quarto e terá elaborado algumas atividades como passeios a cavalo. Aeroesquibunda e arvorismo radical.
Para quem acredita que hotel fazenda é sinônimo somente de tranquilidade, uma estância rural há poucos quilômetros de Londrina desmente isto. Tirolesa, aeroesquibunda e arvorismo radical são algumas das atividades oferecidas na propriedade de 1 milhão de metros quadrados, que futuramente deve ser transformada em um Resort.
Localizada na entrada da cidade de Tamarana (62 km ao sul de Londrina), a Estância Tamarana tem capacidade para receber até 200 pessoas, que podem ser hospedadas em chalés, apartamentos e alojamentos. O proprietário do local, Paulo Rodrigues Vieira, conta que há sete anos investe na área. Só nesta propriedade devo ter gasto R$ 2 milhões. E ainda pago para trabalhar, calcula.
Com uma tirolesa de 450 metros, e o único equipamento que permite a pessoa descer por um cabo de aço e bater no lago como um avião pousando (aeroesquibunda) do sul do país, Vieira garante muita diversão a seus clientes. Minha recompensa é este contato que tenho com as pessoas, conta o mineiro que já viajou o mundo e, atualmente, mora em Tamarana.
Mas, o que realmente chama a atenção é a dificuldade para executar o trajeto do arvorismo, esporte realizado na copa das árvores. São 18 obstáculos, entre eles a passagem pela ponte pênsil e pela ponte tibetana, que exigem coragem e muito esforço físico. Eu parei na teia da aranha, comecei a chorar, mas o pai da minha amiga me ajudou, recorda a estudante Jéssica do Nascimento, de 10 anos.
A garota reside em Londrina e foi até a pousada com a família de uma amiga. Eu fui criada no interior e sei a importância deste contato com a natureza. Na cidade não tem isso, afirma a professora Sumara Eggea Rodrigues, mãe da amiga de Jéssica, Ananda Eggea Rodrigues. Na cidade ela não sai de casa, declara a professora que teme pela segurança da filha. E Ananda não perde tempo para aproveita os momentos de liberdade. Um dia despois de praticar o arvorismo a garota só reclamava um pouco da dor no braço.
Além das opções de lazer que envolvem água, o turista pode fazer passeios a cavalo e descansar em uma das redes colocada nos quiosques à beira do lago. Já tenho um lugar próprio para fazer uma adega que será uma atração de inverno, adianta Vieira, que calcula gastar mais R$ 50 milhões para transformar o local em um Resort. Este projeto é para daqui uns 10 anos, completa. (C.R.)





