O segundo colocado na eleição para o Senado, Ricardo Gomyde (PCdoB), vê seu desempenho nas urnas como uma vitória política. "Toda a coligação foi extremamente leal, todos os santinhos tinham meu nome e número; nossa campanha foi um espaço de defesa do nosso projeto de País", afirma. No entanto, para ele, a disputa foi limitada.
"Não houve um debate televisivo, radiofônico, superamos isso com muita união; agora é olhar para a frente e trabalhar no segundo turno para a presidência", pondera. Marcelo Almeida (PMDB), terceiro colocado com quase 9% dos votos, acredita que o 'racha' dentro do partido tenha dificultado sua campanha.
"Muitos deputados federais não pediram voto para mim, coisa que o Gomyde teve", compara. Para Almeida, o PMDB precisa se reestruturar dentro do Estado e sedimentar novas lideranças. "Nas andanças pelo Paraná a gente via a envergadura do Alvaro (Dias); saio com um objetivo muito claro: o Estado precisa de novas lideranças", declara. O peemedebista promete fazer uma ação partidária de oposição ao governador reeleito, mesmo sem mandato.
Nanicos
Com 50,9 mil votos, Professor Piva, do Psol, diz que sua candidatura "foi longe demais" pelo espaço de televisão e mídia disponibilizado. "Eu tinha 26 segundos de programa, a divulgação maior foi dos próximos filiados", conta. Para Piva, apenas uma mudança nas leis eleitorais brasileiras podem viabilizar a ascensão dos partidos chamados "nanicos".
"Temos que adotar o financiamento público de campanha, ter horário eleitoral igualitário e debate. O Álvaro não resistiria a um debate comigo", declara. Mauri Viana (PRP), que totalizou 18 mil votos, aponta uma incoerência entre a vontade de mudança expressada povo e a reeleição de Beto Richa e Álvaro Dias.
"Estamos numa falsa democracia, o tempo do horario é muito prejudicial aos partidos pequenos; fiz uma campanha propositiva, mas eu tinha 21 segundos, então, fica muito difícil", declara.
Mesmo com a candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Bárbara (PTC) recebeu 9.149 votos. Ele avaliou que a campanha foi válida para reconstruir o partido no Estado e já prepará-lo para a eleição municipal de 2016, na qual adiantou que irá concorrer à Prefeitura de Londrina. A reportagem não conseguiu falar com o candidato Evandro José Castagna (PSTU), último colocado paranaense na corrida ao Senado, com 8.166 votos.

(Colaborou Diego Prazeres)

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