Com apenas 118 quilômetros quadrados de área total, o município de Doutor Carmargo, a 28 quilômetros de Maringá, tem poucas áreas disponíveis para ceder às empresas interessadas em se instalar na cidade. Para não ver o índice de desempregados nas alturas, o prefeito arranjou como solução um convênio com empresas avícolas de Maringá e Cianorte, bancando com recursos da prefeitura 40% do custo do transporte de 210 camarguenses que trabalham nessas cidades.
''Para se instalar, as indústrias querem terrenos. Mas a prefeitura não os tem e também não dispomos de recursos para adquirir, já que 80% da nossa receita vem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é de R$ 550 mil por mês'', diz o prefeito Alcídio Delapria (PP).
Em Iguaraçu (21 km ao Norte de Maringá), para diminuir o desemprego foi instalada uma Agência do Trabalhador na cidade. Resultado: 150 pessoas conseguiram um trabalho formal. Todos em Maringá.
Mesmo assim, o chefe de gabinete da prefeitura, Fábio Titato, ressalta que a cidade não está perdendo população. A procura por imóveis no município - que ainda não tem saneamento básico - aumentou, assim como as possibilidades de empregos com a instalação de um parque aquático e de um condomínio fechado de luxo, que apesar de se chamar ''AlphaVille Maringá'' está dentro do limite geográfico de Iguaraçu. ''O preço de um terreno em nossa cidade saltou de R$ 8 mil para R$ 20 mil'', comenta.
Em Mandaguari (16 km a noroeste de Maringá), a prefeitura cede os ônibus para o transporte dos universitários, que pagam R$ 52 a título de colaboração para o combustível. Alguns dos estudantes pensam em deixar a cidade após a formatura. ''Quero trabalhar em Maringá. No ano que vem já devo mudar para lá'', diz a estudante de Psicologia Izabela de Castro Botura, 18 anos.
''Já sou casado e tenho filho, por isso não penso em sair daqui. Se a oportunidade de estudar tivesse surgido quando eu era mais jovem, teria ido embora'', confessa Adriano Martins, 37, estudante de Direito. (W.S.)

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