Apesar da paixão pelo papel e envelope, o jornalista Zeca Corrêa Leite não dispensa o uso do e-mail, principalmente quando precisa de agilidade na comunicação. Esses dois suportes coexistem pacificanente em seu universo, às vezes até com a mesma finalidade. ''Os assuntos que eu comento (no e-mail e na carta) muitas vezes são os mesmos'', conta. Em termos comparativos: ''é como a diferença entre o CD e o LP, o segundo tem um som mais bonito'', explica.
Em outros casos, o e-mail ajuda a tornar possível a troca de cartas. No site de relacionamentos Orkut, por exemplo, existem diversas comunidades que incentivam seus participantes a trocarem correspondências entre si. Por uma questão de segurança os endereços são enviados via e-mail, já que as informações dessas comunidades podem ser vistas por todo tipo de pessoa.
''Acho perigoso passar o endereço pelo Orkut'', avalia Nilton de Nadai, de 19 anos, membro de uma destas comunidades, que se corresponde com amigos no Rio de Janeiro e no Amazonas.
Vindo do interior do Paraná, ele passou seis meses em Curitiba preparando-se para o vestibular. Sem conhecer muita gente na cidade, ele recorreu às cartas para formar novas amizades, mas não abandonou o uso do e-mail para manter os antigos laços.
''Leio muito mais e-mail do que carta, um não substitui o outro'', observa. Para ele, o correio eletrônico é impessoal e até um pouco ''banal''. Porém, reconhece que é um artifício de comunicação que acabou tornando-se indispensável nos dias de hoje. (A.A.)

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