O dia 13 de setembro de 1987 foi marcado como o início do maior acidente radioativo acontecido no Brasil. Dois catadores de lixo de Goiânia, ao remexerem um aparelho radiológico que encontraram nos escombros de um antigo hospital, acabaram expondo um pó branco que emitia um estranho brilho azul quando colocado no escuro.
Considerado algo excepcional o Césio 137, foi passado de mão em mão, contaminando o solo, ar e centenas de moradores da capital goiana. Após 16 dias, notou-se que as pessoas que tiveram contato com a substância começaram a ficar doentes. Enquanto isso, a contaminação se espalhava.
Após o desastre, o trabalho de descontaminação recolheu 13,4 toneladas de lixo radioativo, que foi armazenado em cerca de 1.200 caixas, 1.900 tambores e 14 contêineres, guardados em um depósito construído em Abadia de Goiânia, à 24 km da capital – e lá tendo que permanecer por, pelo menos, 180 anos.
A exposição do Césio 137 causou centenas de vítimas. Entre elas, estava uma criança de 6 ano, Leide das Neves, que morreu sendo considerada a maior fonte humana radioativa do mundo.

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