Fukushima, dois anos depois,
Em 11 de março de 2011, o Japão foi abalado por um terremoto de 9 graus na escala Richter e um tsunami com pico de 23 metros de altura. A força dos eventos naturais matou mais de seis mil pessoas, a maioria habitante de regiões costeiras.
O terremoto e o tsunami também ocasionaram o acidente nuclear da Usina de Fukushima. As instalações foram gravemente danificadas por três explosões ocorridas após a inesperada interrupção do processo de resfriamento dos reatores.
O índice de radiação ultrapassou em oito vezes o limite de segurança, sendo detectada também a presença de plutônio no solo. Ainda hoje, um raio de 20km ao redor da usina permanece vazio.
Cerca de 30% da energia consumida no Japão provém das usinas nucleares. Depois de Fukushima, o país estuda a adoção de fontes alternativas para reduzir a dependência da energia nuclear.


OPINIÃO
* Marcos Falleiros – Doutor em Tecnologia Nuclear pela USP, é professor e pesquisador do Departamento de Física da UEL
O que mudou na energia nuclear após Fukushima?
Esse tipo de acidente traz muitas mudanças na regulamentação das centrais nucleares e sistemas de segurança de emergência. Hoje vários países, dentre eles o Brasil, estão reavaliando os planos de expansão de usinas termonucleares.
Quais os principais danos ambientais de Fukushima?
Em todos os acidentes que ocasionam danos ambientais, quem sai perdendo é a vida, entendida no seu mais amplo significado.
Como está a energia nuclear no Brasil?
O Brasil precisa de um debate mais amplo sobre esta questão, sem preconceitos. Para manter a economia crescendo, o Brasil precisará de um incremento, ao ano, equivalente a uma Usina de Belo Monte.É uma questão muito importante e deve ser resolvida sem "atropelos e paixões pessoais". A energia nuclear é, sem dúvida, uma alternativa que não deve ser descartada, inclusive sob o aspecto ambiental.

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