Há 11 anos Londrina foi marcada por um dos maiores desastres ambientais já ocorridos na região. Em 2001, um vazamento de cerca de 100 mil litros de óleo diesel contaminou as águas, o solo e a biodiversidade do Ribeirão Lindóia, Bacia do Jacutinga, Zona Norte da cidade.
Na época, a população alertou que focos de óleo minavam de dentro do ribeirão. Ambientalistas, jornalistas e estagiários do Ministério Público (MP) logo deram atenção ao caso. Diversos culpados foram apontados, mas a proximidade do Pool de Combustíveis do local onde ocorreu o desastre foi reveladora.
De imediato, uma bomba foi instalada para drenar o vazamento. Além disso, como conta o advogado (na época, estagiário do MP) Carlos Levy, "algumas pessoas continham o óleo que brotava na nascente com buchas e baldes". Considerado gravíssimo, o vazamento afetou a vida aquática do Lindóia, oferecendo riscos também à vida dos moradores dos arredores.
Durante o controle dos danos ambientais, as atividades do Pool de Combustíveis foram embargadas. Posteriormente, todas as empresas que faziam parte do centro de distribuição foram multadas pelo IAP em R$ 5 milhões cada uma, totalizando R$ 20 milhões. Hoje, todas as tubulações do pool são aéreas, evitando que possíveis vazamentos demorem a ser descobertos e contaminem cursos d’água e lençóis freáticos.

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