Dois programas federais ajudam - e muito - na hora de controlar as causas da mortalidade infantil. Muitos municípios, no entanto, não sabem utilizar essas ferramentas, segundo Lígia Mendonça, coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Piraquara:
1. O Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN), do governo federal. O programa possui um software -SIS Pré natal- que permite gerenciar informações sobre o acompanhamento da gravidez. O município recebe um incentivo de R$ 10 por cadastro de gestante, e mais R$ 40 se a mãe concluir toda a assistência prevista no programa. Para isso, a gestante deve ter feito no mínimo seis consultas no pré-natal, duas baterias de exames laboratoriais (urina, teste anti-HIV, etc). tomar vacina detecção de diabetes, colesterol, etc), vacina contra tétano e consulta no puerpério, até 42 dias após o nascimento. Segundo Lígia, antes o município só tinha 9% de conclusão dos SIS Pré-Natal. Hoje o índice de conclusão é de 77%.
2. O Sistema Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc) determina que as maternidades preencham a Declaração de Nascido Vivo (DNV), um documento onde são registradas informações como a idade e escolaridade da mãe, duração da gestação, o Apgar do bebê que é um índice que mede a vitalidade da criança na hora do nascimento. ''É só bater o olho, essas informações já dão o sinal para mostrar se o bebê é ou não uma criança de risco'', diz Lígia. (M.G.)

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