Brasília - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Tesouro Nacional devem deixar a venda das ações que excedem o controle acionário do Banco do Brasil (BB) para depois das eleições. Até o final de setembro, todas as pendências jurídicas estarão resolvidas, e o modelo da venda, preparado pelo banco Credit Suisse (CSFB), estará pronto.
  A Agência Folha apurou no BNDES e no BB que a venda dificilmente ocorrerá durante o período eleitoral - deve ficar para dezembro. O secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia, afirmou que ‘‘o momento de venda depende das condições do mercado’’ e que o governo está trabalhando para fazer a venda. ‘‘As coisas tendem a estar melhores depois das eleições deste ano.
  O Tesouro espera arrecadar em torno de R$ 1,5 bilhão com a venda das ações do BB. A venda permitirá ao banco participar do chamado Novo Mercado, no qual a empresa tem de ter pelo menos 25% de suas ações no mercado.
  O Novo Mercado é um projeto da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) implantando em 2000 para dinamizar a economia do país, por meio da melhoria da imagem institucional das empresas, aumento do valor de suas ações e ampliação da demanda por elas. O BB possui hoje apenas 9% de suas ações em circulação.

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