Ações de inteligência na prática


Iniciativas como o Super Bus, a central de vídeomonitoramento da Guarda Municipal também são apontadas como ações de smart city
Iniciativas como o Super Bus, a central de vídeomonitoramento da Guarda Municipal também são apontadas como ações de smart city | Gustavo Carneiro/21-08-2017



A pretensão londrinense de se tornar uma smart city tem sido trabalhada em duas frentes: uma de planejamento e outra de operacionalização. Nesta última, a Sercomtel tem tido papel fundamental. "A Sercomtel é uma das vantagens que Londrina tem em relação a outras cidades que já se movimentam em torno de ações inteligentes. Somos a única cidade brasileira que possui uma operadora de telefonia local. Qualquer outra cidade precisa negociar com multinacionais e lidar com o interesse comercial", pondera Roberto Nishimura, presidente do APL de TI e da Sercomtel Participações.

Em certo nível, segundo ele, já se pode dizer que Londrina é uma cidade inteligente, já que algumas ações já foram operacionalizadas. "Nós já temos internet de alta velocidade nas escolas municipais, nos postos de saúde e outros locais públicos, como o Moringão. O segundo passo é colocar mais conectividade, conteúdo e inteligência nessa via", conta.

Iniciativas como o Super Bus, a central de vídeomonitoramento da Guarda Municipal, a modernização da Prefeitura e as medidas de transparência do poder público municipal também são apontadas como ações de smart city. Outra iniciativa está sendo planejada numa parceria entre Sercomtel e Polícia Militar. "É um projeto piloto que será testado no Jardim Petrópolis, nos arredores do Hospital Evangélico. Pretendemos abordar os clientes da Sercomtel para que eles conectem suas câmeras de segurança a um sistema ligado à PM. As imagens dessas câmeras serão monitoradas pela polícia, que vai poder identificar ocorrências naquela área, inibindo os crimes", antecipou Nishimura.

TECNOLOGIA PRONTA
Há oito anos, a londrinense DRZ Geotecnologia vem desenvolvendo soluções inteligentes para cidades. Nos últimos três anos, seus esforços se concentraram na Maptriz-Smart City, uma plataforma que permite a gestão inteligente de diversos serviços, como arborização, endemias, tributação fiscal. Nos próximos seis meses, a DRZ deve lançar novas aplicações para a mesma plataforma. "Vamos incluir a gestão de trânsito, sinalização viária, capina e roçagem, saneamento e iluminação", antecipou o diretor da empresa, Agostinho de Rezende.

Segundo ele, a ferramenta mais recente lançada pela empresa, chamada NaCidade, permite que a população participe na gestão dos serviços públicos por meio de um aplicativo. "O cidadão interage com o poder público, apontando problemas de dengue, pavimentação, saneamento básico e nas mais diversas áreas", explica o diretor da DRZ, Agostinho de Rezende.

Muitas dessas soluções já estão em prática em dezenas de municípios brasileiros. Em Londrina, houve uma primeira experiência na gestão municipal anterior, mas a parceria não avançou. (J.G.)


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