Ações coordenadas favorecem crescimento sustentado
Londrina revela ações coordenadas de planejamento urbano que favorecem o crescimento sustentado da cidade, analisa a arquiteta e urbanista Celina Hiromi Tamaki Ota, funcionária da Secretaria Municipal de Obras há 11 anos. Para ela, empreendimentos concretizados nos últimos cinco anos mudaram o perfil londrinense e vêm agindo positivamente na vida da população.
A cidade tinha uma característica de desintegração sócio-espacial em matéria de urbanismo, com interligações por vias, mas com obras que favoreciam as regiões mais privilegiadas, como o centro e a região sul. Agora, as obras são distribuídas por todas as regiões, abrindo novas perspectivas para a comunidade, afirma.
Celina lembra obras realizadas no passado, como a avenida Madre Leônia e o viaduto com a PR-445, que incentivaram o surgimento do Catuaí Shopping, valorizaram a região da gleba Palhano e os condomínios da região sul. A atual administração construiu viaduto para a região oeste; rodovia duplicada, lagos e transposições na região norte; áreas industriais e universitárias na Zona Leste; revitalização e solução de problemas viários no centro; e continuidade da infra-estrutura para a região sul, enumera a urbanista.
Segundo ela, a expansão de uma cidade tem de estar ligada ao crescimento econômico e à estruturação viária, com garantia de equilíbrio para todas as regiões, inclusão social e controle ambiental. Nos últimos cinco anos Londrina abriu um novo foco, estruturando a cidade para a vocação tecnológica, solucionando os gargalos viários e criando novas áreas de lazer para a população, sempre garantindo a economia solidária como forma de agregação de renda. Programas como o de reciclagem de lixo, que além da inclusão e da geração de renda, possibilitam avanços no setor de meio ambiente, diz Celina Ota.
A urbanista também registra que houve preocupação com outros setores de infra-estrutura urbana, como na educação, saúde e segurança. Além da construção e da reforma de escolas municipais, foram disponibilizados novos serviços em saúde com ampliação do número de unidades básicas nos bairros, o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), a Policlínica e o Pronto Atendimento Municipal. Na segurança, Além disso, foram construídos o pelotão para a Polícia Militar nas zonas Oeste e Centro, a nova sede para o Corpo de Bombeiros, assim como o reequipamento das polícias.
Celina aponta que até o início da década não havia muita preocupação com a característica física da cidade, que é cortada por rios e, por isso, precisa de transposições e de ações ambientais. A atual administração construiu transposições sobre o ribeirão Lindóia, como a do Maria Celina e Barcelona e a dos jardins Paraiso e Belleville. Fez a revitalização do lago Igapó II, construiu os lagos Norte e Cabrinha, revitalizou o Parque Arthur Thomas e está concluindo o trabalho no córrego Barreiro, afirma.
Para ela, as obras na Zona Norte, por exemplo, mudaram o perfil do local, com atrativos para o crescimento do comércio, de atividades produtivas e para a atração de indústrias, com melhores vias de acesso e escoamento, como a duplicação da rodovia Carlos João Strass e o futuro alargamento de pontes na avenida Angelina Ricci Vezozzo.
A urbanista constata que a área central, por ser a mais antiga, está estrangulada e a revitalização é o caminho para a atratividade dos consumidores e dos serviços, e para o turismo. Depois da revitalização da praça Marechal Floriano Peixoto e do Bosque, estão em curso ações como a revitalização da Concha Acústica e a construção do Memorial do Pioneiro.
Celina não tem dúvidas sobre o fato de Londrina estar preparada para ser o Pólo do Norte do Paraná, com a garantia dos serviços e o cuidado na solução dos impactos negativos, resultantes da população das cidades que orbitam ao redor. Ela lembra que grandes cidades, como Londrina, acabam absorvendo os problemas de tráfego, de poluição, de habitação e de segurança. Nessa ótica, ações que vêm sendo adotadas vão ao encontro às necessidades. Assim é, por exemplo, com Londrina liderando a discussão sobre o projeto Arco Norte.





