Ação pública procura resgate cultural
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quinta-feira, 09 de outubro de 1997
Alexandre Sanches Londrina 
Arquivo FolhaParte do mural do antigo colégio, que já tem projeto para recuperação Outra das preocupações da administração de Arapongas é com o resgate do setor cultural. Muitos projetos estão sendo desenvolvidos, incentivando principalmente os talentos locais nas áreas de música, dança, artes plásticas. A adoção, pela prefeitura, do Cine Mauá, o único da cidade, e que estava prestes a fechar, é uma boa iniciativa no setor.
Construído na década de 50 e integrante da história de Arapongas, o Cine Mauá não resistiu à falta de público nos últimos tempos, como a maioria de casas do gênero. O seu proprietário, Marcílio Codato, estava na iminência de fechá-lo, pois já não obtinha renda, com suas exibições de filmes, para cobrir as despesas obrigatórias.
A prefeitura, ao alugar o cinema, transformou-o em Casa de Cultura, entregando o gerenciamento do local ao Departamento Municipal de Educação e Cultura. A próxima etapa será a transformação do cinema em patrimônio histórico do município, visando preservá-lo de qualquer ameaça futura, evitando que ele seja vendido e transformado em igreja ou supermercado, como tem acontecido em outras partes.
Com capacidade para 1.200 pessoas, a sala do antigo cinema está sendo remodelada, transformando-se em cine-teatro.
RestauraçãoDentro deste princípio de resgate dos valores de Arapongas, os festejos do cinquentenário do município são realizados com artistas locais e regionais. Um convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), possibilitou apresentações de corais e orquestras da vizinha Londrina. E os shows musicais, de danças e artes não ficaram somente no centro da cidade, mas foram levados aos bairros, agradando toda a população.
Continuando a ação de resgate cultural, a prefeitura está trabalhando na restauração dos murais com motivos religiosos, pintados entre 1965 e 1966 pelo artista plástico Círio Simon, nas paredes do antigo Colégio La Salle, hoje transformado em centro administrativo da prefeitura. Antes abandonado, o mural vinha sofrendo problemas com infiltrações e atos de vandalismo.
Recentemente, Círio Simon e seu colega artista plástico Henrique Aragão estiveram fazendo uma análise dos estragos causados pelo tempo na obra. O levantamento foi entregue à prefeitura. Para realizar a restauração, os artistas plásticos calculam que seriam necessários de seis a oito meses de trabalho.


