Academia ao ar livre
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Aproveitando o próprio peso do corpo para exercitar-se é a proposta dos novos equipamentos da academia ao ar livre instalada no Parque Barigui. Outra será montada, em breve, no Parque Tingui, e mais dez estarão funcionando, até abril, nos bairros da cidade. O município busca atender nas academias 110 mil pessoas, acima de 30 anos, e promover a cultura do movimento, da ginástica. Mais um empurrãozinho para a população praticar atividades físicas e beneficiar a saúde, a autoestima e a sociabilização, reduzindo os fatores de risco e o sedentarismo.
Bastante difundidas em cidades como Pequim, na China, e em Maringá, no Norte do Paraná, as academias de ginástica ao ar livre, além de possibilitarem o contato com a natureza, oferecem equipamentos diferentes daqueles encontrados em academias particulares. O circuito com dez aparelhos é fácil de ser manuseado e sugere exercícios para o fortalecimento muscular, alongamento e flexibilidade, principalmente para a terceira idade.
No local, há um painel com as instruções básicas para utilizar cada equipamento e, todos os dias, monitores da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, orientam a população. ''A gente espera que a idéia seja bem aceita entre os curitibanos. Contamos com a comunidade para zelar os equipamentos e não permitir que sejam depredados. Pelo menos em Maringá não foi observado esse tipo de vandalismo'', disse o secretário de Esportes e Lazer, Rudimar Fredigo. Cada academia tem o custo aproximado de R$ 24 mil, as duas primeiras instaladas nos parques Barigui e Tingui foram doadas pelo Evangélico Saúde.
Os exercícios e alongamentos sugeridos nos aparelhos auxiliam o tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes. ''Os resultados são fantásticos e já está comprovado que quanto mais as pessoas se exercitam, frequentam menos as unidades de saúde'', informou Fredigo. O colorido combinado às formas diferentes dos aparelhos ainda são novidade na paisagem do Parque Barigui. Quem já costuma caminhar no local, agora aproveita a academia para incrementar os exercícios.
''Foi um presente para os frequentadores do parque. Nos ajuda a fazer os alongamentos e a cuidar da saúde'', contou a aeronauta aposentada Helena Figueiredo, 55 anos, que tem osteopenia,®MDBO¯®MDNM¯ estágio anterior a osteoporose e caminha três vezes, na semana, por indicação médica. Para a criançada, os aparelhos brilham como um ''parque de diversões''. Por isso, os pais devem estar atentos já que o uso dos aparelhos é recomendado para crianças acima de 12 anos. Mas os pequenos podem aguardar, ainda neste ano, que o município vai instalar academias infantis que estimulam o raciocínio e o equilíbrio.
Por enquanto a visita de crianças às academias deve ser supervisonada de perto pelos pais, como fez o policial militar Willianjar Machado, 39 anos, com os filhos, Gustavo Henrique, 5 anos, e Ana Júlia, 1 ano. ''Trouxe os dois para um passeio no parque e viemos aqui observar os aparelhos. Achei excelente. Vou ver se existe um para perder a barriga, estou precisando'', disse ele, acrescentando que tem limitações para se exercitar devido a um bico-de-papagaio e artrose. ''O espaço poderia ser coberto, o tempo em Curitiba nem sempre colabora para exercícios ao ar livre'', pontuou Willianjar.
Até quem estava na cidade a turismo quis aproveitar os aparelhos. ''Nunca tinha visto uma academia como esta a céu aberto. Caminho no Ibirapuera, em São Paulo, e sempre faço meus alongamentos na grama mesmo'', comentou a esteticista paulistana Cecília Paiva, 57 anos. ''Os aparelhos são diferentes e sugerem exercícios de fisioterapia, porque não tem peso, é só fazer os movimentos'', observou o funcionário público federal Paulo Barbalho, 52 anos, que mora em Brasília e passa as férias em Curitiba.


