As transformações do formato das provas de vestibulares na última década, somando-se às grandes concorrências, fizeram que as escolas fossem adaptando suas metodologias. A prova mais conhecida, mas que praticamente já caiu em desuso, é o modelo com questões objetivas de múltipla escolha, baseadas em causa e efeito. ‘‘Este estilo é muito agressivo e, geralmente, não dá possibilidade do benefício da dúvida. Ainda mais quando tem o critério apenas da memorização do conteúdo: o famoso ‘decoreba’’’, diz José Antonio Lima, diretor pedagógico geral do Colégio Universitário.
  Para que bons alunos não tivessem um desempenho ruim, após as primeiras edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), organizadores de provas passaram a formatar um estilo de teste mais reflexivo. ‘‘Este modelo permite que as competências e habilidades do aluno sejam avaliadas e não apenas o conteúdo acumulado.’’ Isso refletiu diretamente na forma de trabalho das escolas que, agora, buscam desenvolver a capacidade de análise do estudante e não mais repassar os macetes.
  Tanto que, atualmente, as principais instituições de ensino superior do País possuem duas etapas de processo. A primeira, geralmente com questões objetivas analíticas e interpretativas, abrangendo todas as disciplinas. A segunda, com questões abertas ou dissertativas, específicas da área de interesse do curso, que requer que o aluno desenvolva o pensamento por meio da escrita.

Diferentes formatos
  Além das salas regulares de cursinho, o Colégio Universitário oferece salas para grupos com o mesmo objetivo de área. Nestas salas, explica Lima, a diferença é que os alunos têm uma carga horária maior das disciplinas específicas. ‘‘Aqueles que vão prestar Medicina, Enfermagem, por exemplo, têm um aprofundamento maior no conteúdo da área biológica. O mesmo acontece em uma sala na qual há alunos que vão tentar Engenharia ou Arquitetura, cujas disciplinas específicas são voltadas à área de exatas’’, pontua Lima.
  Coordenadora do Ensino Médio do Colégio Maxi, Cássia Gimenes Barcaro diz que a escola visa preparar o aluno de maneira integral. ‘‘O material didático próprio específico proporciona segurança e confiança ao aluno com relação ao seu preparo. Na parte da manhã, o ensino é voltado à grade completa da primeira fase. Já no período da tarde, oferecemos turmas específicas para cada uma das áreas exigidas na etapa das disciplinas específicas’’, afirma. Aulas práticas de habilidades específicas para cursos como Arquitetura e Urbanismo, bem como os cursos ‘‘Interprete’’, ‘‘Raciocine’’ e ‘‘Física Moderna’’, complementam a grade. O sistema disponibiliza ainda o Cursinho NeoDNA para as classes C e D.
  O Cursinho Sigma, por sua vez, além das salas regulares preparatórias, oferece, no contraturno, salas em que são ministradas disciplinas específicas, programa chamado ‘‘Curso por Matéria’’ (CPM), tanto para os alunos da escola quanto para alunos externos. ‘‘São aulas de grupos menores, nas quais há um detalhamento do conteúdo de uma matéria, com mais resolução de exercícios, incluindo questões abertas’’, explica. O cursinho oferta ainda aulas complementares de português e matemática básica, monitoria tira-dúvidas e aulas de desenho preparatórias para os cursos que têm prova de habilidade específica.

Imagem ilustrativa da imagem Acabou de vez o ‘decoreba’
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