Animar a festa, sem banda e utilizando toca-discos ou toca-CDs, não é nenhuma novidade. Mas conseguir fazer isto, reunindo milhares de pessoas e ganhando um bom dinheiro, já é coisa de profissional, mais precisamente trabalho para um DJ. Figuras ilustres e muito requisitadas nas noites do País e do mundo, estes novos profissionais transformaram-se em sinônimo de diversão, fama e dinheiro.
Por isso, a cada dia, mais e mais jovens vêm investindo na carreira, em busca de sucesso e da vida boa. O londrinense Alexandre Sasha é um exemplo prático. No Japão há 13 anos, onde é mais conhecido como DJ Alexandre Sasha, conquistou respeito e fama, tocando ao lado de outros grandes profissionais em conhecidas boates e grandes festivais de música eletrônica daquele país.
Toda semana embolsa um cachê de 500 dólares e engorda a sua conta bancária a cada trabalho que realiza. Dependendo da época, o ganho quadruplica, pois chega a tocar em quatro eventos num período de dois dias. ''Julgo a profissão DJ meio complicada sob o ponto de vista financeiro. A maioria se contenta em estar na ativa. No entanto, para aqueles que levam a sério, estudam e evoluem, há possibilidades de grandes ganhos. Estou nesta caminhada'', diz Sasha. Segundo o DJ londrinense, o segredo para conseguir o estrelato é: ''Inovar! Criatividade é a alma dessa profissão''.
Em todas
Na área de eventos, ser DJ também é um ótimo negócio. Além das festas raves - que se tornaram uma febre entre os jovens -, os DJs estão sendo ''convocados'' para casamentos, aniversários de 15 anos, reuniões de amigos e outras comemorações. ''Não é vantagem ser DJ de boate. Digo isso porque em Londrina, por exemplo, existem poucas casas noturnas. Mas no ramo de eventos, o mercado é gigantesco. A tendência é que todo bar tenha um DJ'', diz o DJ Pablo Palumbo, que há 16 anos atua nesse mercado.
Para alcançar sucesso, credibilidade e ganhar dinheiro na área, segundo Palumbo, também é preciso muita responsabilidade. ''Você precisa ter uma postura profissional e saber honrar compromissos, senão você se queima. Também é preciso muita disposição, pois em alguns casos você terá que trabalhar todos os dias da semana. Sem Natal, sem Ano Novo'', comenta.
Para o londrinense Juliano Furlan, que há três anos se tornou o conhecido DJ Chuck, os principais quesitos para se tornar um bom DJ é ter bom gosto musical, boa técnica de mixagem, estar sempre atualizado, pesquisando novas músicas e tendências, e ter sintonia e simpatia com o público e a pista. Chuck ingressou no ramo depois que passou a frequentar festas e festivais de ''psy trance'', um estilo de música eletrônica.
Hoje, toca em Londrina e outras cidades do estado, cobrando cachê que varia de R$ 300 a R$ 500. ''Como em toda profissão, há os bons profissionais e os ruins. Digo isso porque, infelizmente, alguns acabam desvalorizando a profissão a partir do momento em que se oferecem para tocar a troco de bebidas ou valores muito baixos. Como também existem promoters que desvalorizam o trabalho do DJ'', reclama.
Muito charme
E não são somente os homens que detém o poder de animar as festas. As mulheres também ditam ritmos, levam charme e beleza para os palcos e pistas. Luciana Fonseca, formada em Marketing e Propaganda, já foi miss Londrina e deixou a carreira de modelo para se transformar na DJ Lu Fonseca. Lu cobra, no mínimo, R$ 300 por festa e não se arrepende da troca. ''Estou realizando um desejo que almejava há algum tempo. Sempre gostei de música eletrônica e sempre admirei a profissão'', conta.
''O bom também'', complementa, ''é estar constantemente antenada com as novidades da cena, conhecer personalidades que acrescentam à minha carreira, o prestígio que consegui com meu público, sem falar no lado financeiro, que está sendo significativo para mim. No começo não podia cobrar o cachê que gostaria, mas isso é um processo, pois, quanto mais sou conhecida e mais apresentações faço, posso cobrar mais pelo meu trabalho'', atesta a DJ.
Irmãos DJ's
Ser DJ não é só festa e alegria. Os irmãos Lucas, 24 anos, e Hugo, 19 anos, de Maringá, há quatro anos na área, que o digam. Contratados para tocar em São Paulo, prestaram o serviço, mas não receberam por ele. Para evitar os calotes, esses profissionais cobram 50% do cachê antes da festa, e os outros 50% depois.
Segundo comentam, as constantes viagens também são desgastantes. Os dois cobram R$ 1000 por uma jornada de mais ou menos duas horas de trabalho e, recentemente, foram convidados para integrar o casting de profissionais de uma famosa gravadora do México. ''Como em toda profissão, existem os prós e contras, mas encaramos nossa atividade com muito profissionalismo, já que ser DJ é nossa única intenção'', finaliza Hugo.

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