Em meio à crise econômica que atingia os municípios da região no final dos anos 80 e início da década de 90, Cianorte buscou uma alternativa para reverter o quadro: apostou na industrialização. Deixando a vocação agrícola um pouco de lado, o município passou a investir no setor de confecções. Empresários, comerciantes e antigos produtores compraram máquinas de costura, construíram fábricas e empregaram mão-de-obra que, mesmo sem qualificação, aprenderam rapidamente o novo ofício.
A evolução rápida deste setor e a preocupação com a qualidade dos produtos que eram confeccionados obrigaram prefeitura e entidades representativas de classes a buscar técnicos e instrutores especializados para implantar vários cursos visando a especialização da mão-de-obra. O resultado de tanto empenho trouxe excelentes resultados.
Hoje, Cianorte se destaca a nível nacional como o maior pólo atacadista de confecções do Sul do País, sendo conhecida como ‘‘Capital do Vestuário’’. No total são 350 indústrias de confecções que empregam cerca de 10 mil trabalhadores. A produção concentra-se na confecção de jeans, modinha, camisaria, malhas, lingerie, moda social masculina e feminina, infantil e infanto-juvenil e linha bebê e praia. Para competir com outros centros, as indústrias de Cianorte apostam em qualidade e preços baixos.
Consumidores e revendedores de vários Estados chegam todos os dias em Cianorte a procura de lançamentos e novidades. Em média, 25 excursões passam pelas lojas diariamente. Além de gerar empregos e divulgar o nome da cidade, o setor de confecções responde por mais de 40% da arrecadação do município e é composto em sua maioria por micros e pequenas empresas.
Mesmo nos últimos períodos de recessão da economia nacional, os empresários de Cianorte não desanimaram. Ao invés de fechar as portas, como aconteceu em muitos municípios, as indústrias de Cianorte investiram na melhoria da qualidade dos produtos e no aumento da produção.

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