Há 9 anos, todas as sextas-feiras de manhã, religiosamente, um grupo de cerca de 35 pessoas se reúne na sede do Senai, na Rua Belém. O encontro vai das 7h30 às 9 horas. É o Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação de Londrina e Região. O conceito de APL prevê a existência, numa determinada cidade ou região, de concentração de empresas, fornecedores e entidades associadas numa mesma cadeia produtiva. Se, no passado, a Adetec foi o coração da TI, hoje, o órgão vital do setor é o arranjo produtivo local, criado em 2006.
Primeiro presidente do APL e atual presidente do Sindicato da Indústria de Software do Paraná (Sinfor-PR), Marcus von Borstel, afirma que poucos arranjos produtivos sobreviveram no Estado. "O APL de TI sobreviveu porque fomos persistentes. Hoje temos mais de 15 líderes que podem falar em nome do APL, devido a um dinamismo muito grande da nossa governança", declara.
Jeison Arenhart De Bastiani tem a matriz de sua empresa, a ForLogic, em Cornélio Procópio. Mas não deixa de participar das reuniões em Londrina. "A gente levanta cedo, vem de Cornélio, mas vale todo o esforço. As reuniões são sempre produtivas. E nós, que somos mais novos (ele tem 33 anos), temos muito a aprender com os empresários mais velhos", afirma.
Do grupo de governança do APL nasceu a Central de Inovação, Desenvolvimento e Negócios Tecnológicos (Cintec), associação sem fins lucrativos criada para fomentar o desenvolvimento de negócios. "São 76 empresas associadas. Entre outras funções, a central realiza compras coletivas e ajuda na nossa participação em eventos fora de Londrina, bem como oferece treinamento e capacitação para o setor", afirma o atual presidente do APL, Luís Carlos Albuquerque e Silva.
Membro da governança do APL e ex-presidente do Sinfor, Gilmar Machado informa que somente no Paraná um sindicato de empresas de TI é filiado a uma federação da indústria, no caso a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A filiação se deu em 2011. "Levamos um ano e meio para convencer a Fiep de que somos indústria, a indústria do software. Só no Paraná a TI é reconhecida como tal", ressalta.
Marcus von Borstel, que já foi diretor de Ciência e Tecnologia do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), de 2009 a 2012, ressalta que, além do APL e do sindicato, a lei municipal do ISS Tecnológico é outro fator que ajuda a fortalecer a TI. "Criamos a lei para incentivar as empresas a se informatizarem para serem mais competitivas. Também trabalhamos a Lei Municipal da Micro e Pequena Empresa, que ajudou a fortalecer a TI."

Imagem ilustrativa da imagem A união que faz a força
| Foto: Celso Pacheco
Há 9 anos, os encontros do APL ocorrem todas as sextas-feiras de manhã com cerca de 35 integrantes
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